MARCOS LAVAGNINI

MARCOS LAVAGNINI

n. 1959 BR BR

Natural de Marília/SP, músico, professor de música, compositor musical e escritor, possui 30 obras publicadas à venda em todo o mundo.

n. 1959-08-31, Marília

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“MALDIÇÃO DO AMOR”

“MALDIÇÃO DO AMOR”
 

         Autor: Marcos Antonio Lavagnini
 

Estou aqui sentado entristecido,

O que você fala não convence,

Posso então, até ter merecido,

Mas isso não importa agora não.
 

Ver esse pedaço de chão,

Descampado e improdutivo,

Sem o gado e a plantação,

Por sua maldição foi atingido.
 

Em tempos que ainda era moço,

Guardei o que tive com o trabalho,

Paguei estas terras com esforço,

As minhas traias comprei a prestação.
 

Comecei sozinho a agricultar,

Consegui o meu primeiro gado,

Procurei peões pra empregar,

Tudo melhorava de bom grado.
 

Quando vinha noite pro descanso,

No celeiro ia arrumar

Arreios do meu cavalo manso,

Para bem cedinho arriar.
 

Foi com muito agarro e suor,

Que conquistei o mundo e o dinheiro,

Quando por você senti o amor,

Não sabia que era breteiro.
 

E há pouco tempo já casado,

Tinha em meu amor muita certeza,

Via nos teus passos apressados,

A sua mania de grandeza!

 
O que eu demorei pra construir,

Foi-se embora em muita rapidez,

Quando me dei conta em descobrir,

Que a maldição, assim fez.

 
Este exemplo serve a qualquer um,

Que pensar em ser melhor que alguém,

A ganância de um ser comum

Pode atingir outros também.
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Poemas

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“MALDIÇÃO DO AMOR”

“MALDIÇÃO DO AMOR”
 

         Autor: Marcos Antonio Lavagnini
 

Estou aqui sentado entristecido,

O que você fala não convence,

Posso então, até ter merecido,

Mas isso não importa agora não.
 

Ver esse pedaço de chão,

Descampado e improdutivo,

Sem o gado e a plantação,

Por sua maldição foi atingido.
 

Em tempos que ainda era moço,

Guardei o que tive com o trabalho,

Paguei estas terras com esforço,

As minhas traias comprei a prestação.
 

Comecei sozinho a agricultar,

Consegui o meu primeiro gado,

Procurei peões pra empregar,

Tudo melhorava de bom grado.
 

Quando vinha noite pro descanso,

No celeiro ia arrumar

Arreios do meu cavalo manso,

Para bem cedinho arriar.
 

Foi com muito agarro e suor,

Que conquistei o mundo e o dinheiro,

Quando por você senti o amor,

Não sabia que era breteiro.
 

E há pouco tempo já casado,

Tinha em meu amor muita certeza,

Via nos teus passos apressados,

A sua mania de grandeza!

 
O que eu demorei pra construir,

Foi-se embora em muita rapidez,

Quando me dei conta em descobrir,

Que a maldição, assim fez.

 
Este exemplo serve a qualquer um,

Que pensar em ser melhor que alguém,

A ganância de um ser comum

Pode atingir outros também.
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MISTÉRIO DO NEGO-VEIO

 “MISTÉRIO DO NEGO-VÉIO”
 
         Autor: Marcos Antonio Lavagnini
 
Fazenda de grande porte,
Na região de Marília,
Lá vivia o nego-véio
E também sua família.
 
Na plantação de café,
Trabalhava de meeiro,
Bem cedo se levantava
Todo dia era o primeiro.
 
Pra lida não tinha preço,
Mostrando ter muito esforço,
A sua família inteira
Não vencia o velho moço.
 
No final de seu trabalho,
Na tardezinha do dia,
Na mesa com seu baralho
A sorte, de todos, lia.
 
Corajoso em falar,
Tudo o que nele via,
Talvez falava tristezas,
Mas também as alegrias.
 
Previa pra todo mundo,
E não pros seus familiares,
Um povo de muita crença
Se notava em seus olhares.
 
Pergunta que se fazia,
Sem ao menos se falar,
Porque lia a todo mundo
E não lia pro seu lar?
  
Nego-véio já sabia,
O que todos querem saber,
Mas a sua valentia
Não lhe deixava responder.
 
Pra questão que era chamado,
Na hora ele se calava,
Com sua cabeça baixa
De assunto logo mudava.
 
Mas tudo tem seu mistério,
E não se deve questionar,
De um mundo que é muito estranho
Tudo pode se esperar.
 
Nego-véio nos deixou,
Fica o dito por não dito,
O que na carta estava escrito
A ninguém ele contou.
210

“UM     NATAL    DE    AMOR”

“UM     NATAL    DE    AMOR”
 
Autor: Marcos Antonio Lavagnini
 
 
 
COM SUAS RENAS ENFEITADAS,
VIAJANTES APRESSADAS,
LÁ VEM O PAPAI NOEL
PELAS ESTRÊLAS.
 
VEM TRAZENDO SEUS PRESENTES,
MUITA PAZ E HARMONIA,
ISSO É TEMA DE ALEGRIA
NESSE NATAL.
 
MUITOS FESTEJAM ESSE DIA,
COMO SE FOSSE, DA POESIA,
PEQUENOS VERSOS
EXPRESSANDO MUITO AMOR.
 
E EXALANDO A LINDA IMAGEM
DO MOMENTO DA HOMENAGEM,
NO ROSTINHO DA CRIANÇA
A ESPERANÇA DE SALVAR NOSSO SENHOR.
 
E A HERANÇA DO DIVINO
FEZ NASCER ESSE MENINO,
QUE HOJE AO CÉU
É MOTIVO DE EMOÇÕES.
 
FEZ NASCER ESSE MENINO
QUE NOS DEU SUA SEMENTE,
JÁ PLANTADA É A NASCENTE
DE AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES
251

SUA BOCA


“SUA BOCA”
 
 
É a sua boca quem me atrai,
Provocando angústia ou medo,
Guardando segredo
Do modo em que me trai.
 
Revela tristezas ou paixões,
Mostra-se livre a um beijo
E se serve ao desejo
De explodir corações!
 
Às vezes se remexe mostrando vingança,
Desfere palavra má ou boa
E que sempre à toa
Oferta esperança!
 
É a sua boca quem me atrai,
Apela ao perigo em sua razão,
Tropeça somente quando se distrai
Causando uma destruição.
 
É a sua boca quem anuncia carinho,
Fica em silencio no gole do vinho
E comete pecado na hora H,
Mudando os planos sem avisar.
 
Talvez... Seja a sua boca quem faz de si, um orgulho,
Na fuga é que dá um mergulho
Na imaginação,
Dos amores ou da compaixão.
 
É a sua boca quem me faz lembrar
Dessa inspiração
De poder sonhar
Com os olhos abertos e em solidão.
 
 
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Ai... Bahia

AI... BAHIA!
 
Às vezes... Sinto saudades do acarajé,
Lindas baianas, farol da Barra e as curvas do mar.
Das minhas lembranças do sol ardido
De manhã cedinho!
Do Rio Vermelho e do Pelourinho
E na mente, o Dique é quem me faz sonhar!
 
Em todas as oferendas ao Senhor ao Bonfim!
Do banho de mar,
Da imensidão das águas que não se tem fim,
Os morros que mostram as casas no alto
Seguras por lona,
A vontade que bate e chega à tona,
Voltar pra beleza do meu Salvador!
 
Nos cabelos negros da morena
Que anda em volta do mar,
Esconde um sonho a se realizar,
Pois pra Bahia, eu, quero voltar.
 
Bem que me lembro das águas molhando meus pés,
Da travessia, pra ilha, na barca com muita fé,
Na tenda da Mara, a primeira vez... De um acarajé.
O romper da aurora com o luar majestoso,
A brisa de um vento, um clima gostoso,
Saudades, eu, tenho do meu Salvador!
 
E as lembranças é quem me faz sonhar,
Um sonho sem pressa de terminar,
Pra que, eu, consiga me controlar,
Dessa saudade que quer me matar!
 
Mas, eu, prefiro sentir a cura com a emoção,
Saber que bateu em meu coração,
O grito da alma que segue a distancia,
Voltar pro amor com exatidão.
 
Ai! Bahia...
É a princesa do meu Brasil,
Por um abraço em que se torna bem mais gentil!
Das maravilhas, que exala a forma e a cura sem fim
A um seu pedaço bem dentro de mim
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Além da imaginação

“ALÉM DA IMAGINAÇÃO”
 
Autor: Marcos Antonio Lavagnini
 
 
Estou à frente
Do banco em tú sentavas
E contavas às estrelas
A beleza de um luar iluminado.
 
Pela clareza dos teus olhos,
Que era a parte de teu rosto
Que exalava a linda imagem
Do teu ser tão encantado.
 
Em contra ao vento
Teus cabelos revoavam,
De tão leves demonstravam
Que ao céu iam chegar.
 
Depois voltavam
Aos teus ombros levemente,
Encobrindo em repente,
Todo o véu, ao teu lugar.
 
Do longe eu via
Quase em sem respirar,
Temendo isto atrapalhar,
Teus movimentos e afins.
 
Das brancas-rosas,
Amarelas e turquezas,
Toda a inveja da beleza
Da maior de teus jardins.
Na noite fria
Brandos ventos eu sentia
Destinado a imaginar
Desfrutos belos de um amor.
 
Que na verdade
Sei que eu somente olhava
E da janela só pensava
Te doar o meu calor.
 
Instante vinha
Para ser quase infinito
Do momento mais bonito
Em que tento partilhar do teu amor.
 
E o meu corpo
Se colava ao teu suor
Na febre do amor
Que dá vestes a sedução.
 
Sem esperança
Lembro dos tempos de outrora,
Que se extende até agora
Nem só por ti sonhavas.
 
E deste banco
Resta só uma saudade
Dos beijos que imaginei
Na mulher que mais amei.
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Os Rouxinóis

OS ROUXINÓIS”
 
Marcos Antonio Lavagnini
 
Como é lindo ouvir o canto dos rouxinóis,
Seus sustenidos e bemóis,
A ave, o encanto
Do canto melhor do jardim.
Nos galhos que, a terra, sombreia
Com o vento que o norteia,
Faz o seu sustentar
Nos seus pés, em não se soltar.
 
À tarde, o dia, expulsa o raio do sol,
Que serve, à noite, à luz do farol
Que mostra onde há terra
E que na serra, está esquecido.
 
As aves o invejam, às suas cores,
Quando, no ninho, trata seus sucessores
Pra manter sua existência
Sem a exigência, qual a natureza oferece.
 
Às vezes, ele, eu procuro ser,
A inocência me faz esquecer
Da minha fuga, ao seu lugar
E que sem maestria não vou ocupar!
 
Mas fico contente com o que sou,
Saber que alegre, sempre, estou
E, procurar entender
Que um rouxinol, eu, nunca vou ser!
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“HORIZONTE   PERDIDO”

“HORIZONTE   PERDIDO”
 
         Autor: Marcos Antonio Lavagnini
 
Ouço algumas palavras antes de partir,
Sinto o beijo ardente que você me deu,
Sei que sempre é triste ter que despedir,
Sigo em busca de um sonho que nunca morreu.
 
Parto e não sei a distância que vou percorrer,
Leigo de tudo o que a vida pode me trazer,
Levo a lembrança apertada em meu coração,
Dos tristes olhos que entendem minha decisão.
 
Vou carregando comigo saudades do campo,
Por estes caminhos de espinhos que nunca enfrentei,
Fazendo um rastro de lágrimas por onde ando,
Tentando chegar num lugar que onde é, eu não sei.
 
Mas, levo esperança de achar o horizonte perdido,
Aonde existe alguém que devo encontrar,
Em meu cavalo desfaço do que é indevido,
Pra sobrar um espaço ao que eu vou transportar.
 
Paro em frente a um mendigo perdido na vida,
Me pede moeda pensando em ter sua bebida,
Conto a minha história e o que ficou pra trás,
Tento encontrar o meu pai, não desisto jamais.
 
Me olhando nos olhos, com a alma, o mendigo falou:
-Sei que há muito tempo sua casa deixou,
Vindo em busca do seu pai que sempre te faltou,
E este velho mendigo é seu pai que encontrou.
 
Levo meu pai na garupa pra casa a voltar,
Foi tudo aquilo, pra mim, o que a Deus eu pedi,
Eu sei que ao longe devo transportar,
O que para minha mãe, um dia prometi.
 
Chego bem perto de casa e a saudade encanta,
Mas as janelas fechadas, algo me espanta,
E num velho bilhete quase a se apagar,
Dizia: - Deus que te abençoe eu não pudi esperar.
 
Fico em prantos, perdido, sem o que fazer,
Sinto um vazio que toma o meu coração,
Vejo escrever, minhas lágrimas, ao caírem no chão,
“Filho! Estou ao seu lado, esperando o que me prometeu”.
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