Idealismo (Euzébio de Carvalho Guerra)
Embora sintas a aridez da terra,
semeia...
Mesmo que disso fique
apenas o teu gesto
e que o suponhas inútil
semeia...
Se vozes estranhas
te quebrarem o ânimo,
ou se mãos inimigas
te afastarem do campo,
ergue a cabeça, volta e
semeia...
Não penses nunca na colheita...
Ela há de vir um dia,
e, para teu consolo,
há de ser farta e boa.
Basta, que a semente seja pura
e que molhes a terra,
a abençoada terra do teu sonho,
com o sangue do teu idealismo!
semeia...
Mesmo que disso fique
apenas o teu gesto
e que o suponhas inútil
semeia...
Se vozes estranhas
te quebrarem o ânimo,
ou se mãos inimigas
te afastarem do campo,
ergue a cabeça, volta e
semeia...
Não penses nunca na colheita...
Ela há de vir um dia,
e, para teu consolo,
há de ser farta e boa.
Basta, que a semente seja pura
e que molhes a terra,
a abençoada terra do teu sonho,
com o sangue do teu idealismo!
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