Que estranho amar é este
Que desconhece a Lei da gravidade?
Tamanha a insustentabilidade!
Teu olhar que não me encontra...

Que estranho amar é este
Que deturpa minha ingenuidade?
Uma mentira que acordou verdade!
Teu alarde. Minha cabeça tonta...

Que estranho amar é este
Que agride as grades da razão?
A quem mais carece de perdão
Já não aprendo a perdoar...

Que estranho amar é este
Que estrangula o próprio coração
Do ser que ama? Mas que não
Sacia sua fome de amar...

HENRIQUE, Jorge. Mutante in Sanidade. Cadernos Cultart de Cultura. Aracaju: UFS-PROEX-CULTART. Novembro, 2001. p. 62
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