Jorge Henrique

Jorge Henrique

n. 1972 BR BR

Escreve poemas. Tem algumas publica

n. 1972-03-19, Sergipe

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Al(mas) Gêm(e)as


Que estranho amar é este
Que desconhece a Lei da gravidade?
Tamanha a insustentabilidade!
Teu olhar que não me encontra...

Que estranho amar é este
Que deturpa minha ingenuidade?
Uma mentira que acordou verdade!
Teu alarde. Minha cabeça tonta...

Que estranho amar é este
Que agride as grades da razão?
A quem mais carece de perdão
Já não aprendo a perdoar...

Que estranho amar é este
Que estrangula o próprio coração
Do ser que ama? Mas que não
Sacia sua fome de amar...

HENRIQUE, Jorge. Mutante in Sanidade. Cadernos Cultart de Cultura. Aracaju: UFS-PROEX-CULTART. Novembro, 2001. p. 62
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Biografia
Escreve poemas. Tem algumas publicações, entre elas: "Mutante in Sanidade" (poesias), Cadernos Cultart de Cultura. Aracaju: UFS/PROEX, 2001; "GLÓRIA" CANTADA EM VERSOS (Literatura de Cordel), Aracaju: Gráfica Editora J. Andrade. Agosto, 2008; E poemas na "II Antologia de Poetas Lusófonos", Leiria (Pt), abril, 2009.

Poemas

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Al(mas) Gêm(e)as


Que estranho amar é este
Que desconhece a Lei da gravidade?
Tamanha a insustentabilidade!
Teu olhar que não me encontra...

Que estranho amar é este
Que deturpa minha ingenuidade?
Uma mentira que acordou verdade!
Teu alarde. Minha cabeça tonta...

Que estranho amar é este
Que agride as grades da razão?
A quem mais carece de perdão
Já não aprendo a perdoar...

Que estranho amar é este
Que estrangula o próprio coração
Do ser que ama? Mas que não
Sacia sua fome de amar...

HENRIQUE, Jorge. Mutante in Sanidade. Cadernos Cultart de Cultura. Aracaju: UFS-PROEX-CULTART. Novembro, 2001. p. 62
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Enquanto a mão tece o poema

Enquanto a mão tece o poema
outra cena acontece,
obscena.

Mas não
é obscena
a prece que se tece
entre os dedos do poema.

Entretanto,
entretece
o olho e a pena.

A cena,
que acontece
obscena,
ao mesmo olho acena,

mas não move
esse poema.

HENRIQUE, Jorge. 3º Lugar no II PRÊMIO BANESE DE LITERATURA. Aracaju, 2006.
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Alçando voo na voz

Asa reclusa, mas plena,
No papel, paira a poesia.
Resiste ao tempo, à pena,
Ao criador e a quem lê.
Existe aos olhos apenas
De quem a fez ou a vê.
Asa latente, pré-voo,
Pulsa, silente, a poesia.

Silente, fala aos ouvidos,
Aos mais íntimos ouvidos,
Cinge à ideia o objeto,
Cinge ao passado o presente,
Cinge o universo à pessoa,
Une no verso o que é
Ao que, não-verso, não é.

Mas na voz alça seu voo,
Asa aberta, asa-som,
Vibrando tímpanos, plena,
Imprimindo-se ao vento,
Ao pensamento, que, voo,
Torna-se novo silêncio.

HENRIQUE, Jorge. (In) II Antologia dos Poetas Lusófonos. Leiria (Portugal): Folheto Edições e Design. abril, 2009. p. 212.
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