Enquanto a mão tece o poema
Enquanto a mão tece o poema
outra cena acontece,
obscena.
Mas não
é obscena
a prece que se tece
entre os dedos do poema.
Entretanto,
entretece
o olho e a pena.
A cena,
que acontece
obscena,
ao mesmo olho acena,
mas não move
esse poema.
HENRIQUE, Jorge. 3º Lugar no II PRÊMIO BANESE DE LITERATURA. Aracaju, 2006.
outra cena acontece,
obscena.
Mas não
é obscena
a prece que se tece
entre os dedos do poema.
Entretanto,
entretece
o olho e a pena.
A cena,
que acontece
obscena,
ao mesmo olho acena,
mas não move
esse poema.
HENRIQUE, Jorge. 3º Lugar no II PRÊMIO BANESE DE LITERATURA. Aracaju, 2006.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Afazeres
contemporâneo de si dê-se ao exercício de gastar como tanto seus pedaços do infinito cumprir-se outro quando em luta deixar-se recorrente…
AurelioAquino
Fine very fine worm cotton shirt
Fine Very fine Like a worm Shirt cotton threads pull And fray Bare skin Pale skin finally Appears through the gasps Through the holes
Aldo gabbay kraas
"Eu sem ti"
Sem ti sou um barco á deriva em alto mar,
sou um campo árido, dificil de cultivar
onde não existe uma só flor.
Sou a onda que va…
Tsunamidesaudade63
O Silencio de Jacob.
Bendito és tu no silêncio de uma noite ... em que teu beijo tem o sabor amargo de abandono. Teus abraços são como cordas de amarras >…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*