A MÁSCARA – O Maltrato

- Diz mal do trato que te faço,
Da sombra, sente ciúme,
Prende-me com um curto laço,
Trata-me com azedume.

- Diz que me amas, nessa cegueira,
Alimenta o teu estigma doentio,
Faz-me acreditar que é passageira,
E não mudes esse teu mau feitio.

- Zomba de mim, que me aquieto,
Repete!... O que faço, nada é prolífico,
Que já nasci sem horizontes e, por aqui fico,
E estagnarei na água podre, como um dejeto!

- Muda de tom, conforme o plano que te dá jeito,
Que eu moribunda e serena tudo aceito,
Como uma tola, que eternamente deve respeito!

- Mede a distância que de mim tem, o teu olhar,
Esfria o afeto que ainda tenho, para te dar,
Que tarde ou nunca,
Quando me quiseres,
me vás achar!

18-11-2014 Maria Antonieta Matos
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