Sereno Espaço

Pinga a luz uma luminescência fragrante
Colhe no seu regaço cada emoção correndo
Pra jusante desta solidão tão refrigerante
Dentro do espaço corre o tempo delirante
Acomodado numa brisa elegante, deixando
Uma escassa hora a delirar, assim itinerante
Ouço além o silêncio a desfazer-se em pequenos
Tufos de ilusão, para que nenhum eco esbaforido se
Abeire do abismo e depois feneça mudo e desprevenido
Frederico de Castro
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