Toque de Recolher

Divago devagar pelo teu olhar,
não sei definir se é triste ou perdido,
talvez seja os dois,
triste e perdido, que seja!

-Relembro, guardo no coração,

Passo pela esquina da sua casa, avisto-a:
muro alto, portão verde.
Devo bater?
Já é toque de recolher

Os portões gemem de medo ao serem fechados,
até mesmos os botequins,
minha bota também geme,
bate, um, dois, três.

Meus punhos cerrados, quase bati.

Há uma movimentação estranha, silenciosa.
Melhor ir descendo.
E vou... voando...
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