Súbito silêncio

Chamei a solidão para romper todos
Os grilhões que atam solidamente cada
Momento de ilusão chegando tão avidamente
Num súbito silêncio a noite enrosca-se à
Escuridão felina que luta galhardamente com
Aquele breu fluindo além espalhafatosamente
Aos olhos da saudade perpassa uma memória
Indubitavelmente serena…tão alucinógena
Mais cruel que a morte chegando quase patógena
Vai a enterrar o silêncio…silêncio que alvitro
Agora onde acalento abarrotados sentimentos
Estrangulando um grito feito eco dos meus lamentos
Frederico de Castro
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