Agarra a Sombra e Dança Com Ela
Como é bom sentir
As sensações de quem sente
E não o vazio de coisa já morta
Ou porventura ainda dormente
Como é bom despir uma armadura
E deixar fluir o que tiver de vir
Mesmo que venha dor, crua e dura
Como é bom agarrar a coragem
Própria de quem olha para a sua fragilidade
Com gana, despudor e vontade
Pois não é fácil evoluir, crescer e expandir
Ao invés de esconder, enterrar e fugir
Fingindo força quando nem um dedo
Se consegue levantar para mudar
Como é bom o superlativo de estar vivo
De criatura que agarra a sombra pela cintura
E com ela dança um sentido Tango
O Tango da Rua da Amargura
Como é bom aprender, sentir o pulsar, sentir a dança
Superando a velha crença tansa
De que ignorar negrume é segurança
Convidemos pois as obscuras partes
Que a cada um de nós pertencem
Para o baile Primaveril em distintas presenças compósito
De aceitação e renascimento
Dando ao nosso negro mais puro
Um novo e mais venerável propósito
Sofia Rocha Silva
As sensações de quem sente
E não o vazio de coisa já morta
Ou porventura ainda dormente
Como é bom despir uma armadura
E deixar fluir o que tiver de vir
Mesmo que venha dor, crua e dura
Como é bom agarrar a coragem
Própria de quem olha para a sua fragilidade
Com gana, despudor e vontade
Pois não é fácil evoluir, crescer e expandir
Ao invés de esconder, enterrar e fugir
Fingindo força quando nem um dedo
Se consegue levantar para mudar
Como é bom o superlativo de estar vivo
De criatura que agarra a sombra pela cintura
E com ela dança um sentido Tango
O Tango da Rua da Amargura
Como é bom aprender, sentir o pulsar, sentir a dança
Superando a velha crença tansa
De que ignorar negrume é segurança
Convidemos pois as obscuras partes
Que a cada um de nós pertencem
Para o baile Primaveril em distintas presenças compósito
De aceitação e renascimento
Dando ao nosso negro mais puro
Um novo e mais venerável propósito
Sofia Rocha Silva
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