Pensamento miúdo
No apartar do couto dum tempo
que resta no olhar de ver ao longe
aqui ao pé,
vou passeando um pouco,
por entre o indiscreto do assunto
que tanta razão iludiu
em pensamento
miúdo.
No fundo, de tempos a tempos
persiste essa miragem; e nela eu,
coitado na indiferença de mim próprio
como tantos outros, amiúde,
também animalescamente coitados,
curtidos em apenas adorno
de quem da razão se veste.
Interrogo, pelas migalhas do tempo,
cada um dos pensos colados na noite,
de tempos a tempos, pensando
nos olhos que me trepam, diariamente.
E não sei se me liberto, ou poderei ser livre
da destilada cantoria que nos deram a beber
os que de outra esteira nasceram.
Nem sei por que olho me vêm,
quando me trepam durante o dia a vida inteira,
nem tal saber o quero, pois o tempo páro, a tempos,
para entre ponteiros um pouco pensar.
É quando me iludo propositadamente,
colocando o farelo de tudo na peneira,
e rebuscando, em mim, aquele pensamento
miúdo.
que resta no olhar de ver ao longe
aqui ao pé,
vou passeando um pouco,
por entre o indiscreto do assunto
que tanta razão iludiu
em pensamento
miúdo.
No fundo, de tempos a tempos
persiste essa miragem; e nela eu,
coitado na indiferença de mim próprio
como tantos outros, amiúde,
também animalescamente coitados,
curtidos em apenas adorno
de quem da razão se veste.
Interrogo, pelas migalhas do tempo,
cada um dos pensos colados na noite,
de tempos a tempos, pensando
nos olhos que me trepam, diariamente.
E não sei se me liberto, ou poderei ser livre
da destilada cantoria que nos deram a beber
os que de outra esteira nasceram.
Nem sei por que olho me vêm,
quando me trepam durante o dia a vida inteira,
nem tal saber o quero, pois o tempo páro, a tempos,
para entre ponteiros um pouco pensar.
É quando me iludo propositadamente,
colocando o farelo de tudo na peneira,
e rebuscando, em mim, aquele pensamento
miúdo.
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