Fragmentos do Quarto Dia de Abril
Desproposital e desnecessariamente cá, novamente, me exponho. Exposição esta que a ti permito o julgamento, caso julgues. Despreparado confundo-me com o gênero. Modesto, humilde ou frouxo já não, caso precipitadamente conceitues.
Prossigo, portanto, como quem anda por andar sem ter ou saber por onde ou pra onde ir. Jimi produzindo o som recorrente que me chama a atenção e me alegra por ele ser ele. Por ele existir e por estar aqui. Cuidamos um do outro com o que temos.
Teimoso, o sol logo lembrará que é tempo de produzir e mensuramo-nos, que obedientes rotulamo-nos, monitorados fazemo-nos convenientes. Exploramo-nos pela posse, para acumularmos. Lembrará - o astro - que estou aqui servente, talvez a melhor definição. Lembrará, contudo, que o dia nasce, que podemos nascer com ele. Lembrará também que logo verei minha mãe novamente e que tenho saudades dela e que a amo. Eu torço pra que seja legal, como deveria ser, mesmo sabendo que pra ela, eu faço tudo errado e talvez ela esteja certa.
Penso na Paula, minha pequena... que por vezes, algumas, me quer por perto. E renasço como o dia e bato, ou melhor, apanho. Penso no meu pai – que espera bem mais de mim – e que não sou o filho ideal, apesar do esforço, do pouquíssimo esforço que faço, por mera preguiça. Penso no Bruno que me faz companhia. Ouço a música, cuja língua não entendo, mas por ser música sinto.
Continuo pensando. Elton John rolando na vitrola que hoje é tv a cabo...
Bruno fala e eu escuto, concordo e não faço ideia do que seja, não é opção. Acho que é o fim, hoje vou dispensar o amanhecer e tentar dormir.
Prossigo, portanto, como quem anda por andar sem ter ou saber por onde ou pra onde ir. Jimi produzindo o som recorrente que me chama a atenção e me alegra por ele ser ele. Por ele existir e por estar aqui. Cuidamos um do outro com o que temos.
Teimoso, o sol logo lembrará que é tempo de produzir e mensuramo-nos, que obedientes rotulamo-nos, monitorados fazemo-nos convenientes. Exploramo-nos pela posse, para acumularmos. Lembrará - o astro - que estou aqui servente, talvez a melhor definição. Lembrará, contudo, que o dia nasce, que podemos nascer com ele. Lembrará também que logo verei minha mãe novamente e que tenho saudades dela e que a amo. Eu torço pra que seja legal, como deveria ser, mesmo sabendo que pra ela, eu faço tudo errado e talvez ela esteja certa.
Penso na Paula, minha pequena... que por vezes, algumas, me quer por perto. E renasço como o dia e bato, ou melhor, apanho. Penso no meu pai – que espera bem mais de mim – e que não sou o filho ideal, apesar do esforço, do pouquíssimo esforço que faço, por mera preguiça. Penso no Bruno que me faz companhia. Ouço a música, cuja língua não entendo, mas por ser música sinto.
Continuo pensando. Elton John rolando na vitrola que hoje é tv a cabo...
Bruno fala e eu escuto, concordo e não faço ideia do que seja, não é opção. Acho que é o fim, hoje vou dispensar o amanhecer e tentar dormir.
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