Estações
Imenso quanto não é meu
Distante do fonema
Foram as palavras
Foram os versos
Que ela escolheu
E repete...
O motivo
Por que agradece?
Repara
Não lembro
E não continua
Para
E permanece
Companhia
Ah! sim
Queres término, seja por mim
Seja por nada, agora
Cala
É verão
Outono
O cigarro que apaga
“o fogo das coisas que são”
Sabe cantar
E conhece...
Canta suave
Menos que grave
Menos que sabe
Reconheço ou reconhece?
Se diz má
“olha o sopro do dragão”
E sente saudade
Voltou a falar
Não sei o que foi
Mas levou a sentir
Nem vou perguntar
Nem quero saber
Covarde!
Já sabe de mim
Vai chorar?
Nem vou ver
“sonhos semeando um sonho real”
Já disse
Não quero saber!
Desses que Passam
O covarde se aproveita da condição de superioridade, quase sempre temporária, para se favorecer, ou simplesmente oprimir e humilhar. É cruel e está condenado sem fazer ideia disso.
O mesquinho possui algo que não precisa e mesmo assim não compactua, não divide. Não possui consciência contributiva e geralmente é infeliz, e não percebendo sua tristeza, permanece nela, só.
O mal caráter abrange os anteriores e o mal caratismo que cada um, que todos já esbarramos. E assim como os tais, é irrecuperável!
Esses não passarão!!
O imbecil. O imbecil está aqui, ali, é a massa, o que mantém o status quo. É a manobra necessária aos meios. É o que temos pena, que passa pelo tempo sem que a ele afete. É o coitado que achamos...
Que Tal Parar
E agora como parar
Sempre a mesma menção
Não existe mais tema
Sempre haverá
E aí,
Continuo?
Se fosse diálogo
A resposta era não
Monólogo. contudo
Que outra opção
Sábado de sol
Dia lindo
Escrevia ao nascer
É verão?
Crianças e velhos
Pioneiros no som
Panelas e gritos
Que bom
Escrevendo como nunca
Deveria ter começado
Desencantos
Triste noite de desencantos
Seria entendido caso você soubesse meus desejos?
E os riscos?
Meus medos seriam interpretados de que forma?
Pouco me importa o ridículo a que me exponho
O que me impede de te contar é que talvez queira me ajudar
E isso eu não aceito
Vaidade?
Não carrego esse fardo como os outros
É que sou assim
Solitário das minhas tristezas
E que elas façam o que se propõem a fazer
Só aqui
Só comigo
A vida
Com toda a certeza que nunca tive, mesmo antes de saber, afirmo: a vida é, foi e sempre será este eterno querer estar. Noutra sensação. Pera, não! Claro que não! To achando que sou quem? Explico: Explico? Ok, explico: pela primeira vez quis ser aqui e agora o que sou. E nisso derramei minha descoberta-devaneio pelo ralo. - Que descoberta, obtuso! Claro que nada disso aconteceu. Foda-se, quem saberá! Que escafandristas futuros descubram... Sim claro, serei objeto de pesquisas futuras.
Pausei, enchi o copo e voltei, ufa. A maioria não volta desse buraco negro.
Por incrível, continuo firmando que é isso mesmo, queremos do tempo o próximo e o anterior. Peço desculpas pela limitação da nossa ciência, que ao tempo, não permite mais do que antes e depois. O agora? Cadê? Pedir desculpas, quem sou eu perante a limitada ciência... Só sei que é isso mesmo. A vida é dos encontros e do não estar onde estamos.
Ou qualquer outra coisa...
Ana Paula
Amor,
Do meu amor, dos amores que tive
Desses que fazem parte do que somos
Pelo menos comigo, faz parte do que sou
Desses que me lembro numa música, nos cotidianos
Dos que não lembro e não vou lembrar mais
Ou não, quem sabe...
Mas que também foram amados
Amáveis e belos e não menos amor
Se foram, é certo, mas foram
E o que é minha memória para decidir?
Mas o amor desta pequena tem uma coisa
Que é ela, que sempre será
Que me quer mais do que sei sentir
Que cuida de mim, que é mais minha amiga
Que meus melhores amigos, que sempre julguei
Que não se afoba, pois é eterno
Por que não é nosso, é livre
Que será sempre amável,
Que contraria o tempo
Não é linear, nem contínuo
Desmistifica a ciência, provando que nada se prova
E isso por que essa mulher é única
E mexe com o mundo, com o meu mundo
É dela que falo que sou muito
Sou do tamanho do que posso ver
Com a imodéstia que não me restringe
Eu afirmo que sou mais eu
Sou mais eu por que é nela que
Me vejo
Narciso cujo reflexo não me afogo
É nela que vejo amor dos encontros do mundo
É nela que me garanto
Nela que me afirmo
E que mais uma vez plagiando, repito
Amor, você já sabe!
“Sou mais eu por que sou você”
Bicho Homem
Passarinho curioso
Inevitável natureza
Ao sair do ninho
Espatifa no chão
Para nossa tristeza
Indiferente pra ti?
Malvadeza
Alimento pra cobra
No distrair da passarinha
Faz parte da obra
Mantém-se em linha
Perfeita a natureza
Pois necessário é o réptil
Cadeia alimenta
E tudo caminha
É feio e cruel
Quando flagrado por ti
Enquanto polui ou desmata
Alegra-te e sorri?
Ou simplesmente ignora
É também que se mata
Não é triste nem trágico
É o capital que transforma
Emoções distorcidas
E sem sequer perceber
Retornas ao primata
Hipocrisia inerente
À natureza do homem
O pior animal
O que a si se engana
Não nos importamos
Obedientes soldados
Fingimos não termos
Consciência que somos
Das verdadeiras maldades
Os únicos culpados
De 2016, Pós Golpe e Sem Arte
E essa nossa classe média que respalda com afinco as "reformas" e privatizações, mas em sua grande maioria não fazem idéia da própria condição de meros proletários, e que estão a perder com tudo isso. Sequer percebem que são usuários e também beneficiados pelos serviços e poupanças públicas. Talvez nao diretamente da saúde ou educação, exceto universidades, mas dependem sim; da previdência, por mais que possuam seus PGBL's.; dos direitos trabalhistas, que por sinal conquistados pela luta desses tais vermelhos, os tais vagabundos e loucos, esses mesmos que se costumam mandar à Cuba. E assim nossos meritocráticos são traídos pela própria cegueira ao acharem que são eles os capitalistas e não, explorados. Contudo, iludidos por alcançar o andar de cima sao facilmente mantidos sob controle, adestrados e produzindo a riqueza que não usufruem. Ou pior, especulando essas ilusões que inevitavelmente acabam em bolhas, que de tempos em tempos explodem nos mais pobres, mas isso é outra onda. Voltando, e só para ilustrar, as marionetes do carnaval retrataram muito bem o burguês contemporâneo. E assim, nesse emaranhado de egoísmo, mesquinhez, burrice (burrice dos que tiveram oportunidade) e até ódio, os médios são levados a promover o individualismo das reformas e privatizações, aspirando não pagar pelo que concluem não precisar. São mais uma vez facilmente manipulados pois continuarão pagando, mas agora ao verdadeiro Capitalista. E perdem mais uma vez a oportunidade de tornarem-se parte, de comporem um todo, de viver numa comunidade unida e justa, generosa e solidária. É um pouco disso que a História ensina, que somos fortes quando juntos e talvez por isso, queiram tanto nos separar.
Devaneios Outros - De 2017, acho
La fora as coisas continuam a todo vapor, naquela correria ao nada. Todos em sentido horário e eu aqui sem saber que horas são. O que me inquieta é o pouco tempo que tenho até o desespero (o que já é um pouco de desespero). Não tenho escolha, minha vida sempre será seguir esse fluxo da massa e me inserir. Por mais covarde que isso seja.
Devaneios Antigos
3:30h e pela minha fama, prefiro escrever aqui e não publicar, o que pensando melhor é bem mais sensato. Apesar da insônia não ser decorrente de nada químico, por mais difícil que pareça verdade para alguns que provavelmente nem tomarão conhecimento . So para esclarecer, a sensatez diz respeito ao conteúdo mesmo, que é desprezível. Até porque até agora nao pensei em nenhum. É que venho remoendo alguns fatos recentes e quanto mais tento entender mais distante fico da tal compreensão. Talvez não haja nem o que entender, mas mexeu comigo, com ego e minhas escolhas, meus caminhos. Não tenho encontrando um norte e filosoficamente não me incomoda, mas vai acabar incomodando por que as coisas são assim e a covardia a que somos submetidos me força a seguir esse caminho torto que a sociedade nos impõe. Me querem inserido, trabalhando no que não acredito mais, tributável e competitivo. E essa será minha batalha. Batalhar contra mim mesmo para satisfazer os desejos. Todos os desejos que nao tenho.