Roberto Martins Gomes Junior

Roberto Martins Gomes Junior

n. 1983 BR BR

Escrevendo por teimosia Contrariando a arte Só por sentir alegria E também pela nuvem Diferente do físico Permite que fique Permite o arquivo

n. 1983-03-28, Rio de Janeiro

Perfil
3 271 Visualizações

Estações

Imenso quanto não é meu
Distante do fonema
Foram as palavras
Foram os versos
Que ela escolheu
E repete...

O motivo
Por que agradece?
Repara
Não lembro
E não continua
Para

E permanece
Companhia
Ah! sim
Queres término, seja por mim
Seja por nada, agora
Cala

É verão
Outono
O cigarro que apaga
“o fogo das coisas que são”
Sabe cantar
E conhece...
Canta suave
Menos que grave
Menos que sabe
Reconheço ou reconhece?

Se diz má
“olha o sopro do dragão”
E sente saudade
Voltou a falar
Não sei o que foi
Mas levou a sentir
Nem vou perguntar
Nem quero saber
Covarde!
Já sabe de mim

Vai chorar?
Nem vou ver
“sonhos semeando um sonho real”
Já disse
Não quero saber!
Ler poema completo

Poemas

16

Estações

Imenso quanto não é meu
Distante do fonema
Foram as palavras
Foram os versos
Que ela escolheu
E repete...

O motivo
Por que agradece?
Repara
Não lembro
E não continua
Para

E permanece
Companhia
Ah! sim
Queres término, seja por mim
Seja por nada, agora
Cala

É verão
Outono
O cigarro que apaga
“o fogo das coisas que são”
Sabe cantar
E conhece...
Canta suave
Menos que grave
Menos que sabe
Reconheço ou reconhece?

Se diz má
“olha o sopro do dragão”
E sente saudade
Voltou a falar
Não sei o que foi
Mas levou a sentir
Nem vou perguntar
Nem quero saber
Covarde!
Já sabe de mim

Vai chorar?
Nem vou ver
“sonhos semeando um sonho real”
Já disse
Não quero saber!
163

Que Tal Parar

E agora como parar
Sempre a mesma menção
Não existe mais tema

Sempre haverá

E aí,
Continuo?
Se fosse diálogo
A resposta era não
Monólogo. contudo
Que outra opção

Sábado de sol
Dia lindo
Escrevia ao nascer
É verão?

Crianças e velhos
Pioneiros no som
Panelas e gritos
Que bom

Escrevendo como nunca
Deveria ter começado
180

Desencantos

Triste noite de desencantos

Seria entendido caso você soubesse meus desejos?

E os riscos?

Meus medos seriam interpretados de que forma?

Pouco me importa o ridículo a que me exponho

O que me impede de te contar é que talvez queira me ajudar

E isso eu não aceito

Vaidade?

Não carrego esse fardo como os outros

É que sou assim

Solitário das minhas tristezas

E que elas façam o que se propõem a fazer

Só aqui

Só comigo
173

Desses que Passam


O covarde se aproveita da condição de superioridade, quase sempre temporária, para se favorecer, ou simplesmente oprimir e humilhar. É cruel e está condenado sem fazer ideia disso.
O mesquinho possui algo que não precisa e mesmo assim não compactua, não divide. Não possui consciência contributiva e geralmente é infeliz, e não percebendo sua tristeza, permanece nela, só. 
O mal caráter abrange os anteriores e o mal caratismo que cada um, que todos já esbarramos. E assim como os tais, é irrecuperável!
Esses não passarão!!
O imbecil. O imbecil está aqui, ali, é a massa, o que mantém o status quo. É a manobra necessária aos meios. É o que temos pena, que passa pelo tempo sem que a ele afete. É o coitado que achamos...
170

Ana Paula

Amor,

Do meu amor, dos amores que tive

Desses que fazem parte do que somos

Pelo menos comigo, faz parte do que sou

Desses que me lembro numa música, nos cotidianos

Dos que não lembro e não vou lembrar mais

Ou não, quem sabe...

Mas que também foram amados

Amáveis e belos e não menos amor

Se foram, é certo, mas foram

E o que é minha memória para decidir?

Mas o amor desta pequena tem uma coisa

Que é ela, que sempre será

Que me quer mais do que sei sentir

Que cuida de mim, que é mais minha amiga

Que meus melhores amigos, que sempre julguei

Que não se afoba, pois é eterno

Por que não é nosso, é livre

Que será sempre amável,

Que contraria o tempo

Não é linear, nem contínuo

Desmistifica a ciência, provando que nada se prova

E isso por que essa mulher é única

E mexe com o mundo, com o meu mundo

É dela que falo que sou muito

Sou do tamanho do que posso ver

Com a imodéstia que não me restringe

Eu afirmo que sou mais eu

Sou mais eu por que é nela que

Me vejo

Narciso cujo reflexo não me afogo

É nela que vejo amor dos encontros do mundo

É nela que me garanto

Nela que me afirmo

E que mais uma vez plagiando, repito

Amor, você já sabe!

“Sou mais eu por que sou você”
192

Rose - escrito anteontem

Tentei o quanto pude desconsiderar a morte do meu tio. Ignorei comentários e passei pelo seu enterrar como quem ali não esteve.
Pensei muito na minha mãe e o quanto ela o amava e, covardemente fortalecido, me mantive imune, fugindo...
A pegadinha, os tombos do domingão, a comida da minha mãe, a música que toca – que tocava nossos corações -, o torresmo do bar, o robalo do meu e-mail, o sarcasmo da minha alma, o resto todo... tanta coisa cotidiana e nossa, tanta coisa! Hoje não consigo mais não querer acreditar. Pensar que nunca mais teremos esses momentos bobos, que só a gente entendia e que à mim, amenizava um pouco disso tudo que é a vida. Pensar que nunca mais verei meu tio me aperta o coração com tanta força que chega a doer por fora.
E acabo por remoer e relembrar que sou o que sou, muito do que sou, por ele, apesar do desinteresse natural por ensinar, proeminente da sua personalidade, – por mais que não seja aprender o que dele ficou comigo - aprendi. Naturalmente perspicaz se tornou minha referência, meu anti-herói.
Sorrio agora com ternura ao lembrar de ter dito isso a ele. A reação em seu rosto, em seus olhos contidos, e que aos meus embaraçam, não poderia ser mais nítida.
Sinto saudade do meu amigo, muita saudade! Assim como um vício, um saber que ele seguirá comigo até o final.
180

Devaneios Outros - De 2017, acho

La fora as coisas continuam a todo vapor, naquela correria ao nada. Todos em sentido horário e eu aqui sem saber que horas são. O que me inquieta é o pouco tempo que tenho até o desespero (o que já é um pouco de desespero). Não tenho escolha, minha vida sempre será seguir esse fluxo da massa e me inserir. Por mais covarde que isso seja.
177

Devaneios Antigos

3:30h e pela minha fama, prefiro escrever aqui e não publicar, o que pensando melhor é bem mais sensato. Apesar da insônia não ser decorrente de nada químico, por mais difícil que pareça verdade para alguns que provavelmente nem tomarão conhecimento . So para esclarecer, a sensatez diz respeito ao conteúdo mesmo, que é desprezível. Até porque até agora nao pensei em nenhum. É que venho remoendo alguns fatos recentes e quanto mais tento entender mais distante fico da tal compreensão. Talvez não haja nem o que entender, mas mexeu comigo, com ego e minhas escolhas,  meus caminhos. Não tenho encontrando um norte e filosoficamente não me incomoda, mas vai acabar incomodando por que as coisas são assim e a covardia a que somos submetidos me força a seguir esse caminho torto que a sociedade nos impõe. Me querem inserido, trabalhando no que não acredito mais, tributável e competitivo. E essa será minha batalha. Batalhar contra mim mesmo para satisfazer os desejos. Todos os desejos que nao tenho.
178

De 2016, Pós Golpe e Sem Arte

E essa nossa classe média que respalda com afinco as "reformas" e privatizações, mas em sua grande maioria não fazem idéia da própria condição de meros proletários, e que estão a perder com tudo isso. Sequer percebem que são usuários e também beneficiados pelos serviços e poupanças públicas. Talvez nao diretamente da saúde ou educação, exceto universidades, mas dependem sim; da previdência, por mais que possuam seus PGBL's.; dos direitos trabalhistas, que por sinal conquistados pela luta desses tais vermelhos, os tais vagabundos e loucos, esses mesmos que se costumam mandar à Cuba. E assim nossos meritocráticos são traídos pela própria cegueira ao acharem que são eles os capitalistas e não, explorados. Contudo, iludidos por alcançar o andar de cima sao facilmente mantidos sob controle, adestrados e produzindo a riqueza que não usufruem. Ou pior, especulando essas ilusões que inevitavelmente acabam em bolhas, que de tempos em tempos explodem nos mais pobres, mas isso é outra onda. Voltando, e só para ilustrar, as marionetes do carnaval retrataram muito bem o burguês contemporâneo. E assim, nesse emaranhado de egoísmo, mesquinhez, burrice (burrice dos que tiveram oportunidade) e até ódio, os médios são levados a promover o individualismo das reformas e privatizações, aspirando não pagar pelo que concluem não precisar. São mais uma vez facilmente manipulados pois continuarão pagando, mas agora ao verdadeiro Capitalista. E perdem mais uma vez a oportunidade de tornarem-se parte, de comporem um todo, de viver numa comunidade unida e justa, generosa e solidária. É um pouco disso que a História ensina, que somos fortes quando juntos e talvez por isso, queiram tanto nos separar.
202

Devaneios de 2018

Apesar de todos os agentes que inevitavelmente influenciaram e provavelmente impulsionaram meus sentidos, fui contemplado por uma sensação que há muito não me ocorria. Uma coisa nova, pura, tentadora e inadiável. Tive nesse dia uma nova onda de vontade, uma força que vai arrastar tudo pra onde eu nao sei. Que seja! Que venha de qualquer forma e leve o que tiver que levar. Está afirmado assim. Sem certezas, como deve ser e da forma que for, continuará afirmado no infinito das suas repetições.
190

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.