A flor e a terra
Então pediu a flor, à terra por mais viço.
Riscou com a raiz, caminhos rumo à seiva,
depois curvou-se ao sol – perfeita rosa – ei-la
brilhante em seu jardim, porém sem saber disso.
(Fechada em seu botão, à beira de uma leiva
esconde no interior perfumes e feitiços;
contempla o céu azul e o seu corpo roliço,
a chuva, quando cai, de leve, apenas beija.)
Até que desdobrou – tão rosa e delicada
a roupa que ela veste ao tempo da florada! –
aos poucos seu matiz, em pétalas iguais.
Nutriu nesse jardim, até não poder mais,
em busca de seu mel, abelhas, borboletas,
até que desfolhou tingindo a terra preta!
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*