Derrota
Guardei a minha força, meu tesouro,
no castelo secreto, na alma fria;
naquele sonho inerte que anuncia:
– dos bens, apenas um é duradouro.
E digo, é bem discreta esta alegria,
porém tem um sabor imorredouro.
Um dia, do crisol, emerge o ouro;
previu-se já que assim é que seria.
Na busca por sentido, a vida escoa,
na luta entre as forças, claro, opostas,
na ânsia de ganhar qualquer pessoa.
Se Atlas leva o mundo em suas costas,
sou fraca de uma forma que destoa...
Sucumbo à tal tarefa a mim imposta.
Nilza Azzi
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