Canto d'aldeia
Mais uma tarde chega e minha aldeia,
nessas horas tristíssimas do dia,
envolve em luz as nuvens e arrepia
a franja do horizonte... A lua cheia
sobe no céu, enquanto a aragem fria,
enevoando os prados, volta e meia
junta o capim e no seu canto enleia
grilos e sapos; rompe a calmaria.
Se, no escuro da noite, é tão pequeno,
esse pedaço de terra e, mais sereno,
dos lares, o recôndito sagrado,
sempre há luzes acesas (e outro fado),
a se estender, por este mundo vasto,
porém nesse meu canto, a mim, me basto.
Nilza Azzi
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