FAVELA
Na face do fácil há laço e ardil, na classe de baixo misérias a mil, no rosto de mosto desgosto se viu, na alma com trauma que embriagada caiu. Na floresta que resta tem festa bancada, há pobres que bebem e dormem em calçada. O luxo do lixo é lixa engrossada, o limo que lima a classe de classe folgada. No limbo o cachimbo prima a boca, a fome que consome e ela está sempre oca, que na labuta conduta do pobre se cobre, da miséria tão séria e louca. Um menino felino sem leite, mofino triste resiste ao destino, na crença desavença que vença o impostor, por comida, pela vida, pela droga do remédio, por algum valor, e não cresça no tédio vendo do alto os prédios, e o mundo não seja uma bandeja que sempre veja na televisão, onde o lixo é luxo e os sentidos alimentam o fluxo da imaginação.
Ipatinga, 04/05/2019
Erimar Santos
Ipatinga, 04/05/2019
Erimar Santos
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O amor é chama... (soneto) - 08/02/2016
O amor é chama que arde no peito
Sentimento que aquece permanente
Vida de contentamento a quem o sente
É viver…
Armando A. C. Garcia
O amor é chama... (soneto) - 08/02/2016
O amor é chama que arde no peito
Sentimento que aquece permanente
Vida de contentamento a quem o sente
É viver…
Armando A. C. Garcia
TRISTE ESPERANÇA ! - (soneto) - 10/06/2008
Na praia, a onda quebra na areia mansa Arrastando com ela pequeninos grãos, Apagando tuas pegadas, e a lembrança Onde caminhamos entrelaç…
Armando A. C. Garcia
Alhures ! (Soneto) - 18/12/2017
Com a alma e o pensamento alhures
Desvairado e absorto, olhei teu retrato,
Na esperança de divisar algures
Teu…
Armando A. C. Garcia