Infinito
Esse engenho que roda enquanto gira
e, ao girar, faz rodar tudo ao redor,
e carrega no centro o rei maior,
queima sempre e sem fim, a imensa pira.
Esse fogo sustém um pormenor,
é uma força infinita e nunca expira,
entrelaça nas alças de safira,
a existência do grande e do menor.
Entre os sóis que constelam seu trajeto
e as esferas, de suma quididade,
em si mesmo, ei-lo único e completo...
Infinito, do qual nada se evade,
guarda tudo o que há de mais secreto,
vai e vem, detentor que é da Vontade!
Nilza Azzi
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