Levanta —  meu senhor! — O dia brilha intenso,

nas terras logo além,  germinam as sementes,
assume o teu papel, não sejas indolente;
se tudo é sempre igual, a língua perde senso.
Nem todos são os grãos que vingam,  entrementes,
ganhar a luz do dia envolve uma disputa!
— O  verso não quer mais uma palavra enxuta,
procura pela voz  versátil das vertentes.
Senhora dos vergéis, estranha ao vil concreto,
de nível superior, os modos imponentes,
(o som escapa forte, é sopro contra os dentes)
desmonta de uma vez o berço analfabeto.

        No fundo do crisol, mistura delirante
        espalha pelo ar as luzes do levante.

Nilza Azzi
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