Mercado de ilusões

Vive o homem num mar de sentimentos,
a confundir amores e paixões,
a fazer das paixões o seu tormento
e dos amores, leque de ilusões.

Quando viveu de amores, já um cento,
fez das paixões inúteis ligações,
devota aos seus propósitos isentos
o respingo de suas libações.

No entanto, por rotina, cada espécie
entrega ao mundo a prole, seus rebentos
e assim se desenrola esse novelo.

Mas sofre, a minha alma, por não tê-lo,
o coração, por atos desatentos,
salvo do mal da luta que inda tece.

Nilza Azzi
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