O singular plural
Despencam águas claras das vertentes.
É ilusão o que nos move, é sonho?
Espanto abominável, mal medonho,
destinos controversos, diferentes...
O céu exibe o cinza, o tom tristonho,
e nunca são os fatos permanentes.
Presságios! Neles não creem os crentes,
mas fé em tal descrença jamais ponho.
Não há em fonte alguma a clara voz
do som que atravessou o temporal.
O lago deixará a calma após
a fúria de algum vento ocasional.
O alívio da verdade cabe a nós
no encontro singular, talvez plural.
Nilza Azzi
É ilusão o que nos move, é sonho?
Espanto abominável, mal medonho,
destinos controversos, diferentes...
O céu exibe o cinza, o tom tristonho,
e nunca são os fatos permanentes.
Presságios! Neles não creem os crentes,
mas fé em tal descrença jamais ponho.
Não há em fonte alguma a clara voz
do som que atravessou o temporal.
O lago deixará a calma após
a fúria de algum vento ocasional.
O alívio da verdade cabe a nós
no encontro singular, talvez plural.
Nilza Azzi
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