Ninhos
Migrante, ao alçar voo e ir embora,
− nem sempre enfrenta inverno tenebroso −
pode a ave, achar água e repouso
e cantar todo o dia, desde a aurora.
— Na terra das palmeiras, quanto gozo —
a água das nascentes, quando aflora,
é pura e vai descendo, sem demora,
a mata mostra um verde estrepitoso.
Há ninhos que recebem todo ano
os bandos que retornam da jornada
e enfrentam o bulício quotidiano,
à força da energia acumulada.
A quietude é o que impera no altiplano,
mas há mais alimento na baixada.
Nilza Azzi
− nem sempre enfrenta inverno tenebroso −
pode a ave, achar água e repouso
e cantar todo o dia, desde a aurora.
— Na terra das palmeiras, quanto gozo —
a água das nascentes, quando aflora,
é pura e vai descendo, sem demora,
a mata mostra um verde estrepitoso.
Há ninhos que recebem todo ano
os bandos que retornam da jornada
e enfrentam o bulício quotidiano,
à força da energia acumulada.
A quietude é o que impera no altiplano,
mas há mais alimento na baixada.
Nilza Azzi
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