Novos caminhos

Caminhos que segui, não por acaso,
em todos fui deixando as minhas marcas.
Às vezes as venturas foram parcas,
mas tudo que tu vives serve de azo

a que vás navegar em outras barcas...
A dores que vivi, não extravaso
à toa. Guardo a todas sem descaso,
não quero alimentar as vãs fuzarcas

—viver já não tem sido um mar de rosas!
Um céu que prenuncia o frio de agosto,
não deixa ver caírem meteoritos...

As esperanças movem os aflitos,
enquanto atrás do espaço do Sol posto,
o cinza ganha cores mais formosas.

Nilza Azzi
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