Repique
Quando amanhece pelas bandas de Campinas,
quando o céu limpo da cidade é azul intenso,
quando o perfume do jardim recende a incenso,
é que me esqueço das tristezas vespertinas...
Como se a noite desfizesse o mundo denso,
como tirasse da lembrança as dores finas,
como se o dia solevasse as minhas sinas,
é que me vejo a carecer de um outro senso.
E, nessas contas de um balanço equivocado,
jamais encontro a solução do meu agrado,
pois tenho um saldo negativo que não cubro.
Ao confrontar-me com tristezas e alegrias,
vejo-me sempre com as mãos demais vazias.
– E outro poente engole o dia, exato e rubro.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Vãos e desvãos
Bem se diz do amor que ele é ou costuma abrir vãos e desvãos e reunir passados mas não futuros dizem que amolece as vítimas ou as torna …
Darlan de Matos Cunha
Bridge over troubled water revisited
Lágrimas duras aquelas daquele ontem antigo até que o sol batesse nas paredes da insensatez e sermos ponte outra vez.
Darlan de Matos Cunha
Amigo do Alheio
Jorge E. Leal
Ou seria um ser demente? Engana e sabe o que faz; Afana, vem de mansinho, Larápio é bem contumaz.
Chapéu colad…
Julian Lael
Sem ti, senti ! 15/10/2026
Sem ti, senti minha alma esfacelada
Sem ti, vi a minha vida destroçada,
Foram dias, foram meses, anos passando
…
Armando A. C. Garcia