Velho alpendre

Velho e apodrecido, escorado entre
Pedras cimentadas pela solidão
Pende o alpendre repleto de comoção
Entre as aduelas do tempo, três vigas
Sustentam os escombros onde dormita
Sossegada cada saída e cada entrada
Com a argamassa da memória unem-se
Saudades jamais repudiadas, até ao ranger das
Dobradiças apoiadas numa emoção apaziguada
Frederico de Castro
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