Bebericando a luz

Inatingível, a luz cambaleia além rodeando
O dorso do silêncio quase extra-sensorial
Apaziguando a noite que fenece tão ditatorial
Sem timoneiro cada maresia desagua entre
As margens de um oceano quase imperial para
Júbilo de muitos beijos a prorrogar tão cordiais
Nos imensos céus virtuais fluem flóculos de
Plúmeas nuvens, que rechaçadas eclodem numa
Brisa tão crente, paulatinamente amordaçada
Coibido o silêncio comunga cada emoção estilhaçada
Resplandece na noite vestida de linhos e cambraias bem
Ornadas, qual comenda para uma caricia tão enfeitiçada
Frederico de Castro
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