O luto e o silêncio

Vestiu-se de negro a noite
Mastigou um encardido gomo
De luz que fenece tão aturdido
Despediu-se a alma da vida
Até deixar corroídos todos
Estes silêncios muito contundidos
O luto e o silêncio fazem as pazes
Acomodam-se a um perpendicular lamento
Ruminando uma súplica deveras tão marginal
Diluem-se algumas lágrimas ante o púlpito
Desta solidão que chega quase tridimensional
Enterra-se um inconsútil eco tão extra sensorial
Sorvo da tristeza pequenas verticalidades contidas
Num lamento desproporcional, até que, na ressurreição a
Eternidade devolva a vida que anelamos de forma tão passional
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski