DUALIDADE (MANOEL SERRÃO)

Poeta, aqui, "intoxicado" que escreve os condenados de cada noite e os sonhos de cada dia...
Poeta, aqui, "escravizado" que escreve em vestes esfarrapadas, versos engomados sob lençóis de cambraia...
As vezes "intoxicado", atravesso inteiro os rios dos meus eternos;
Outras, "crucificado", atravesso inteiro as paredes dos meus infernos.
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