Modulações
Houve um dia, nas brumas que se foram
em que acreditei no que compunha
num sonho destemido
a desfilar palavras cruas
portando uma bandeira
Nesse passado estranho havia a forma
num bastar-se, num ser talvez completo
algum sinal de uma entidade confiável
um momento em que as juras
deveriam jamais ser enunciadas.
Esse estereótipo de fundo tão complexo
nunca dirá do que me vai por dentro
ou de tuas confusões inevitáveis
das dores do percurso, a linha vã
sem fim e sem propósito palpável
Na lágrima perdida o ar escuta
apenas o soluço, o vago balbuciar
não há mais no que crer
nem mesmo o signo
é digno...
Nilza Azzi
em que acreditei no que compunha
num sonho destemido
a desfilar palavras cruas
portando uma bandeira
Nesse passado estranho havia a forma
num bastar-se, num ser talvez completo
algum sinal de uma entidade confiável
um momento em que as juras
deveriam jamais ser enunciadas.
Esse estereótipo de fundo tão complexo
nunca dirá do que me vai por dentro
ou de tuas confusões inevitáveis
das dores do percurso, a linha vã
sem fim e sem propósito palpável
Na lágrima perdida o ar escuta
apenas o soluço, o vago balbuciar
não há mais no que crer
nem mesmo o signo
é digno...
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*