Melancolia
Bruxuleante, percebo a luz de um sonho
a suplantar a dor e o mais medonho
temor... Porque partir dói como espinho
que fere sem aviso, é um mal mesquinho,
é perda bem maior do que suponho.
Inútil conservar uma esperança,
de forças para tanto, não disponho...
Mergulho num viver casual, tristonho,
a ausência de poesia isso afiança.
Nos rumos da fatal melancolia,
a voz da solidão não denuncia
nenhuma das palavras. Já sem eco
o canto das manhãs, pois não componho
poemas sem paixão, apenas peco,
vagando neste ritmo enfadonho,
Bruxuleante, percebo a luz de um sonho.
Nilza Azzi
a suplantar a dor e o mais medonho
temor... Porque partir dói como espinho
que fere sem aviso, é um mal mesquinho,
é perda bem maior do que suponho.
Inútil conservar uma esperança,
de forças para tanto, não disponho...
Mergulho num viver casual, tristonho,
a ausência de poesia isso afiança.
Nos rumos da fatal melancolia,
a voz da solidão não denuncia
nenhuma das palavras. Já sem eco
o canto das manhãs, pois não componho
poemas sem paixão, apenas peco,
vagando neste ritmo enfadonho,
Bruxuleante, percebo a luz de um sonho.
Nilza Azzi
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