Voltas
Quanto mais, quanto menos te vejo,
mais percebo a doçura que falta
no meu dia, na noite, no ensejo,
desse olhar cuja ausência ressalta.
Quanto enlevo, nos ais dos cortejos,
e outros mais nas conquistas em alta.
Quanto amor eu não cri benfazejo
e, por menos, larguei sobre a pauta.
A medida dos passos que avanço,
se esta rua dirige-se ao caos,
não permite chegar ao seu fim.
Sem a trégua de um mero descanso,
sem um ponto de fuga, entre os vaus,
há tristezas que vivem em mim...
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia