Esquecimento
Quis fazer uma quadra perfeita
ancorada nas regras reais.
Quando o Sol no horizonte se deita
os teus braços me trazem a paz.
Quis fazer, mas perdi a receita,
não sei mais como quadra se faz
– se depende das linhas estreitas
ou da pausa que encerra os finais.
Sem receita, meu verso capenga
e não sabe por onde caminha,
vai perdido, banal ladainha.
Este verso que agora definha,
acabou por virar lenga-lenga,
abatido, uma peça molenga.
Nilza Azzi
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