Horizontes
Por vezes, é um monte, o traçado da linha;
encanta a visão, com contraste aparente:
um verde cinzento, um azul meio incerto.
De um sonho desperto
e ajusto essa lente.
Encontra-se o mar, com o céu violeta,
na tarde, em momento de sol decadente.
Aquela opressão, sempre estranha e sem causa:
um momento de pausa,
a vida pressente.
É justo que a alma questione as razões
e busque horizontes, e linhas assente
aos seus principais conselheiros na vida:
na vontade contida
e a mente presente.
Nilza Azzi
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