FACE DE UM SONHO...
Talvez eu seja a parte insignificante de um sonho,
uma vaga lembrança de alguém que me amou,
uma frase esquecida de um poema perdido em qualquer pergaminho,
uma vida que ficou no caminho...
Talvez eu seja uma passagem sem portas abertas,
uma janela sem horizonte, felicidade sem ponte,
um triste adeus.
Quem sabe um lamento, o sol, o vento
que sopra a brisa serena na noite,
que encerra o dia deixando-o no passado.
Talvez eu seja o único, o sádico, o sarcástico,
o pródigo, o médico, ou o clérigo.
Talvez eu seja o outro, o culto, o sábio, o gênio,
talvez eu seja ar, talvez eu seja augusto,
talvez eu seja inferno...
Talvez eu seja encanto, um canto, uma fábula,
ou quem sabe o espanto da face da gárgula,
talvez eu seja eu, ou um sonho vazio.
Marco A. Alvarenga
uma vaga lembrança de alguém que me amou,
uma frase esquecida de um poema perdido em qualquer pergaminho,
uma vida que ficou no caminho...
Talvez eu seja uma passagem sem portas abertas,
uma janela sem horizonte, felicidade sem ponte,
um triste adeus.
Quem sabe um lamento, o sol, o vento
que sopra a brisa serena na noite,
que encerra o dia deixando-o no passado.
Talvez eu seja o único, o sádico, o sarcástico,
o pródigo, o médico, ou o clérigo.
Talvez eu seja o outro, o culto, o sábio, o gênio,
talvez eu seja ar, talvez eu seja augusto,
talvez eu seja inferno...
Talvez eu seja encanto, um canto, uma fábula,
ou quem sabe o espanto da face da gárgula,
talvez eu seja eu, ou um sonho vazio.
Marco A. Alvarenga
Comentários (1)
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2019-10-23
Muito bom. Um estilo que gosto, talhado com perceptível sentimento, hoje raro nos poemas.
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