ALCÂNTARA LUAU DE MONTELLO [MANOEL SERRÃO]
Ó majestosa que nas noites trigueiras sob o luau de Montelo se revela, e que ao toque das campas tu'alma pujante e nua, levita das torres sineiras, espraia-se ao zéfiro sonhando com o Rei acordada; tu que por encanto das ruínas entranhas, renasces inda mais bela sob "o rosto do céu" para o eterno!
NOTA Fundada em 22 de dezembro de 1648, Alcântara está entre as mais antigas cidades maranhenses, precedendo até mesmo a capital do Estado – São Luís.
Com uma trajetória histórica que vai de aldeia a cidade, passando por capitania, vila e comarca, Alcântara destaca-se com referência cultural e tecnológica.
A promessa de visita de D.Pedro de Alcântara II, que nunca se concretizou, gerou uma competição entre Barões para construir, o que chamavam de, o mais belo Palácio para hospedá-lo. Daí o requinte e ostentação da arquitetura original da cidade, que chegou a ser capital da província.
Romance de Josué Montello passado em Alcântara, um dos centros da aristocracia maranhense no Império. A abolição da escravatura e a conseqüente mudança de economia, seguida da proclamação da República, explicam o processo de sua decadência, até tornar-se uma cidade quase morta.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia