a cor do outono...
hoje não ouvi o pintassilgo, talvez porque o ramo verde onde costuma pousar se encontra nu, não houve acordes de violino, e nem a minha mão indigente e cansada quis escrever palavras macias no poema onde eu pudesse o sol emoldurar... mesmo com a coragem a desabar... retrai a mim o silêncio e o coração descompassou, minha voz voltou à mudez, também eu perdi o ramo, irreparável descuido de meus olhos sombrios, entre a folha de papel e eu...poema feito ao acaso, muito breve e muito raso, com memórias cheirando a alecrim, pedindo que não esqueças de mim...quase, o tempo outra vez de ternura, fecho os olhos e logo a nostalgia a fazer doer! - - com a cor do outono e a maldição do tempo a passar, como eu precisava ouvir agora o pintassilgo tocando os acordes de violino para o coração ressuscitar... e tu, ousasses vir de novo me abraçar... enquanto meu olhar se perde no ramo que era verde...
natalia nuno
natalia nuno
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Cancer de mama.
O recomeço de uma vida é quando uma mulher descobre um cancer em um de teus seios ... ela perde a vontade de viver - perde o chão em que…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Entre a Jura e o Cumprimento
Entre a jura e o cumprimento
da palavra em florescimento
primaveral de Lignum Vitae,
Nós, com os olhos fechados
e plenos de e…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
A n o 1964
Mil novecentos e sessenta e quatro foi o tempo que passou - a dez quilometros da costa brasileira... exatamente na costa do espirito …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Tudo nascerá por si só II
Aos domingos nossa rua do bairro fica deserta... fico sentado na varanda observando o silencio e um vento frio - com umidade bem alta. ol…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*