pequena prosa poética...
pela friura da vidraça olho vagamente o céu de azul, leve... bordado a branco, como quem desperta dum sonho, é manhã, entre a realidade e a memória consumida ouço o palpitar do mundo nas papoilas que gritam feridas pelos ventos agressivos, pressinto no vai vem dos pássaros que flutuam na minha retina a querer ocultar-se , que o instante não é uma dávida de amor, e o mundo fica trémulo num vôo retido...à espera que passe a hostilidade entre os homens, enquanto os meus dedos febris procuram a pomba branca e um raminho de oliveira repetindo palavras na solidão da hora...
natalianuno
natalianuno
Comentários (2)
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natalia nuno
Autor
2020-04-05
Grata por sua gentileza, meu abraço, saúde.
2020-01-23
Texto de muito bom gosto, delicado e instigante. Adorei!
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