Carlos Silva

Carlos Silva

O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.

1963-04-14 São Paulo
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Alguns Poemas

UMA DATA PARA NAO ESQUECER

“UMA DATA PARA NÃO ESQUECER”

ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS segue pela rua, noite fria de uma insistente garoa. Seus passos aumentam de acordo o ritmo dos pingos que agora tornam-se mais fortes. Estava ansioso para chegar em casa, pois era aniversário da sua filha Rebeca que estaria completando naquela data, naquela noite de garoa os seus 6 aninhos de vida. Ele aumenta os passos por vários motivos que impulsionam seu caminhar.
Eis que surge na mesma rua uma viatura de policia, que ao passar por Alberto, freia bruscamente e já lhe dá a voz autoritária: ENCOSTA NA PAREDE.
Bairro de classe média, todo mundo é suspeito, principalmente sendo negro, andando em passos apressados pela noite e com o tempo chuvoso, dava o tom característico (Na visão do policial) que se travava de um suspeito.
Ele tenta falar algo mas é interrompido. O policial desse de arma na mão e diz: Mandei encostar na parede seu preto safado.
Seria pela cor o emprego da elevação do tom de voz daquele funcionário público, que ao vestir uma farda e empunhar uma arma, agora tornava-se tão arrogante?.
Alberto obedece e já começa MANTER O CONTROLE DA SITUAÇÃO, pois sabia que naquele momento, sua pele estaria em plano de condenação por parte daquele policial.
O que você tem nessa mochila crioulo? Ele responde: É um bolo que estou levando para o aniversário da minha filha Senhor.
Bolo de aniversário? Tá chique em negão. Deixa eu ver, abra essa mochila. Alberto tenta fazer com cuidado para não amassar o bolo, mas o policial puxa com força e o bolo cai na calçada.
A Ira de Alberto se inflama, mas ele tenta não transparecer isso para não piorar a situação.
Sarcasticamente, o REPRESENTANTE DA LEI DIZ: - Que pena, negão, parece que não vai ter mais aniversário. Ele pisa no bolo enquanto pergunta ao indefeso contribuinte (que inclusive paga pela farda, pela viatura, pela gasolina, mas só não paga pela truculência desse despreparado policial) Você tem passagem pela polícia? Mostra os seus documentos negrinho.
Ele pede autorização para pegar sua carteira (lentamente) pois não queria fazer nenhum movimento para que o seu interlocutor não achasse que ele estava reagindo aquela abordagem.
O POLICIAL PEGA A CARTEIRA E ABRE LENTAMENTE PARA CONFERIR A DOCUMENTAÇÃO.
Usa a lanterna para melhor fazer a leitura, Um outro policial desse da viatura e pergunta: Tudo bem ai Sargento? Sim, está tudo bem. Só vou conferir os documentos desse crioulo. A gente bem que podia dar uma ciranda com ele né não?
Deixa esse preto ir embora, é só mais um vagabundo vagando pela rua.
Alberto continua imóvel e sem que eles percebam aciona o celular, como se fizesse uma comunicação em secreto.
O debochado policial rir e acha até interessante a ideia da CIRANDA.
Mas é aconselhado a apenas fazer a revista. Aquilo não era uma revista, era na verdade uma humilhação, pela qual o Sr. Alberto passava naquele momento

Ao analisar a documentação, o Sargento fica estarrecido, olha para a sua PRESA, ali imóvel á sua frente sem lhe dizer uma palavra sequer. Ele olha para o colega, e ao fazer a leitura, da identificação onde se lia:
“República Federativa do Brasil – Ministério da Defesa, EXERCITO BRASILEIRO (Serviço de Identificação do Exército)
Carteira de Identidade numero (xxxxx) Lei 3069 de 08 de Janeiro – e Lei 2136 de 29 de agosto de 1983
Nome ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS
TENENTE CORONEL R1”.
Afasta-se , faz continência e começa pedir desculpas. Nisso um carro preto com 5 oficiais do Exercito, chega naquele exato momento, um helicóptero faz a varredura do local com possante holofote.
Eles rendem os policiais da viatura, e perguntam ao TENENTE CORONEL ALBERTO: Está tudo bem Senhor?
Sim. Quero que prendam esses marginais fardados imediatamente, comunique aos seus superiores que tratem da expulsão imediata da corporação e prisão desses mal servidores.
O Arrogante policial ia falar algo, mas o Tenente ordenou: CALE A SUA BOCA SEU IDIOTA. Eu tinha deixado o meu carro a poucos metros daqui porque tinha furado o pneu e a garoa foi aumentando e eu tive que aumentar os passos para chegar em casa quando você de forma irresponsável me fez perder o bolo de aniversário da minha filha.
Você terá tempo para pensar na merda que você fez, achando-se superior a outra pessoa por conta da sua pele.
As providencias foram tomadas, conduziram os policiais para a sua respectiva corporação onde foi lavrado o BO, onde os ocupantes da viatura tiveram suas prisões efetuadas para procedimentos futuros regido pela legislação.
Lição:
Não se olha, não se mede e nem tampouco se condena alguém pela cor, pelas vestes, pela aparência, pela forma de falar, de andar, de comer, ou pelo local onde mora, pelo partido que vota, pelo time que torce, pela cidade ou estado que vive. Cada cidadão tem o direito de ir e vir, pois este direito lhe é assegurado pela Constituição Nacional Brasileira , conforme art. 5º, XV, que prevê:

UMA CRÔNICA COM REQUINTES DE SAUDADES

O tempo age em nossas vidas, como um guardião, um protetor invisível, um acolhedor, um corretor de nossas atitudes, um memorizador das nossas ações que nos tornam pessoas que com o passar dos anos, começa sentir saudades de tudo aquilo que a sua mente ainda armazena e traz a tona de um recordar. Por mais distante que tenha sido o ocorrido, a mente sempre armazena, as melhores lembranças das nossas vidas.

Assim, sentado num banco da solidão e bebendo as gotas do meu passado insistente em me fazer recordar, fiz uma mente regresso e comecei viajar nessas andanças do meu cérebro que ainda guarda momentos que forçosamente tenta extrair e exteriorizar, para que eu possa transcrever cada partícula de tempo em que vou recordando.

Saudade bate, coração pulsa, alma sente, e a vida me cobra um proceder como se criança eu ainda fosse, ao ver tantas crianças ainda por mim passar, com a leveza desses infanto recordar que hoje mima o meu ser de gente grande almejando ser “minino de calças curtas” a perambular pela vila com os olhares juvenis onde era proibido não ser, não fazer e não se sentir feliz.

Talvez, você nunca em sua vida, tenha ouvido falar da Serra. Da Serra do Aporá, que fica perto de Cajueiro, (Acajutiba) de Barracão, (Rio Real), Mocambo ou Novolinda, (Olindina) da Natuba (Nova Soure) de Sobrado (Aporá) De Dendê, Bomfim, Vila Rica (Crisopolis). Não! Jamais eu poderia condena-lo por isso, afinal, nossos topônimos talvez estejam muito distantes dos teus. Mas saiba que foi por aqui, nessas imediações entre litorais e sertões que eu fui criado e tido como gente vivente para desbravar essas terras. Oriundo sou de outro local onde por lá deixei enterrado meu umbigo como uma identidade, um pertencimento e uma forma de me achar inserido nalgum canto desse imenso país. Talvez, isso nem implique mais em identificar-me lá onde meu umbigo um dia foi enterrado, pois foi daqui que comecei meu primeiro contato com o povo que passou ser meu povo, com a gente que passou a ser a minha gente, e que por este aceito fui e por isso identifico-me até com o seu modo de falar e de fazer a vida ter sentido nesse viver alucinado em busca dos sonhos que nunca se perdem pelo andar desse mundo tão complexo e cheio de descobertas, lembranças, prazeres duvidas, sonhos e até decepções. Na complexidade desse meu discurso em busca de mim mesmo, é que me apresento para que entendam que eu também tive quimeras que hoje as lembranças tangem o meu viver para esses mais remotos encantos da minha vida. Assim, passo a lhes convidar para conhecer um pouco dessa minha Serra, a Serra do Aporá que fica perto de todas as cidades acima citadas, para não ser redundante.

Por favor, queira por gentileza concentrar sua atenção em mais esta narrativa que lhes passo como uma reparação trazida nesse momento pelos deleites das minhas lembranças.

EITA, a idade chegou, o cansaço me veio e a fadiga me alcançou.

Sentado num banco de praça (perto de casa para não me afastar muito) vejo as crianças brincando numa gritaria exagerada como somente elas sabem e podem fazer. Sim, podem. Toda criança pode ter o direito de gritar, extravasar a meninice e ao seu modo ser feliz. Afinal, ser criança, é um curto tempo que passa ligeiro e em nós deixa saudades, ainda que vivamos 100 anos.

Avisto um dos meus netos correndo com seus coleguinhas, e outro que passa na minha frente e feliz grita pra chamar minha atenção: OLHA VOVÔ. Todo orgulhoso em pedalar sua bicicleta.

Meus olhos se enchem de saudades e numa fração de segundos, eu me lembro da bicicleta que papai comprou pra mim e da alegria que eu senti em poder dizer: Eu tenho a minha bicicleta que papai comprou pra mim.
Era pra ir pra escola, pra ir à venda comprar algo pra mamãe, pra dar um recado, pra chamar alguém para ajudar em casa e principalmente para fazer o que o meu neto está fazendo agora: PARA BRINCAR. Preencher o tempo de menino em meio a tantos gritos aproveitando aquela liberdade que só quem é (ou quem já foi) criança sabe o seu significado.

A vida passou, Itamira cresceu o açude que era imenso, diminuiu juntamente com o tanque grande. Quando a gente é criança tudo é grande. O pé da serra era imenso, a ladeira do João Luiz era enorme e atolava carros por lá quando chovia e os tanques transbordavam e as pessoas iam pescar e saiam carregando suas enfieiras de peixes.

Vou tentar Descrever um pouco do meu viver numa vila que me viu crescer, amparado nessa minha meninice ali vivida, mesmo sabendo que a mente, não vai obedecer alguns detalhes que o tempo apagou. Mas deixou alguns lampejos dessas lembranças onde agora passo a fazer a minha narrativa, ou o que sobrou de todo esse meu lembrar.

Existia a praça onde eu morava com minha família, seguindo reto chegávamos à casa de Manezinho e Dona Bemvina que era a mãe de Tinego. O comércio se dividia assim:
Tinha a pensão de Dona Amélia e de Dona Eduarda. A farmácia de Terezinha de Pasquinho, O bar de Manoel de Juca, o Departamento de Correios e Telégrafos (D.C.T) onde minha mãe trabalhava, tinha a loja Santos de Olímpio e o armazém de Guilherme Chaves, (ambos da cidade de Olindina). A loja de Jaldo Mendes (De Inhambupe) as padarias de Seu Zé Batista/Seu Enoque e também a de Noel, a venda de Raimundo do gás, o comércio de Zé do Ouro, a venda de tio Joel, a tenda do Sr. Timóteo, e lá na saída da rua a tenda de “Seu Lalu” (o 10º Prefeito do município) o bar de “Seu” Rozi, a venda de João da Pedra (Pai de Dezinho) a venda de “Seu” Zé da jaqueira (Eram dois irmãos do Retiro), o Bar de Cabo Mário, a cachaçaria de Durval (Pai de Herbert) de Inhambupe, que até hoje mantém o comércio. Na esquina (onde hoje é de João papa, era a venda de Clovis Mendes Vasconcelos). Por ali também tinha o bar de Antônio Vieira (TONHO DE ZÉ VIDA TORTA), a loja de tecidos do Sr. Godofredo Mendes de Souza (O quarto Prefeito), O Sobrado do Finado Mauricio e Dona Julia. No bar que era de Manoel de Juca (Que antes era de Otoniel) foi instalado o primeiro supermercado de Itamira, cujo proprietário era o Daniel (da cidade de Inhambupe).

O beco do mercado (Que por uma insanidade ou falta de conhecimento cultural de preservação de um patrimônio derrubaram para construir uma instalação da prefeitura) que dava acesso, e ainda dá a praça da igreja, onde do lado esquerdo tinha as vendas de Dedézinho do pé da serra e a marcenaria do “Seu” Zé Biita casado com D. Alice do tijuco. No fim da rua (a esquerda) existia uma casa que abrigava a cisterna.

Subindo, sentido a saída para Aporá que hoje se chama Av. Coronel José Simões de Brito (Que até hoje nem sei quem foi, mas carece de um estudo sobre a vida do Homem que empresta o seu nome para uma das principais vias da cidade).

Tinha o armazém do Seu Neném de Pequeno (irmão de Pasquinho) a venda de João de Francisquinha, depois a casa de Paraguai, o comércio do Senhor Cosmo ai vinha à farmácia de Terezinha, - onde fora ali a recepção do casamento de Milton e Esmeralda- A casa de Nezinho de prazer e D. Amélia (Os pais de Zé Renato, ou Zé Tiliba), depois a do Senhor Agenor Mendes de Oliveira 8º Prefeito, (contando com a curta Gestão de Zezito Correia). Seguindo reto iriamos encontrar a casa de Chica Dantas, Tio Lucas, quase em frente à casa de Mané de Zé Santo e Dona Ana (Mãe de Mariazinha, Tais e Louro Som) e seguindo pelo lado esquerdo, a casa de Seu Zuminho e Dona Zefa. (RAPAZINHO DIREITO) era assim que ele chamava meu irmão Raimundo e eu.

E lá adiante a casa de Pedro Bueiro e Dona Martinha, e em seguida a casa e a tenda de ”Seu” Vicente Ferreira, Sinó e toda família, que eu os tinha E TENHO como parte de minha família também, em face de aproximação que tínhamos com eles e com os meninos.

A venda de Ulisses de Cosmo. E do lado esquerdo a casa de Dona Elisa e do lado direito, Dobrava-se ali na esquina que dava acesso a casa do Senhor Pionório, na tão conhecida Rua da Delegacia. Onde vi muitas perversidades acontecer naquela época, com os presos que eram levados para lá. (Por falar nisso, vale ressaltar os nomes dos soldados: Etevaldo, - que vivia maritalmente com Dona Santinha irmã de Tio Sé, e outro por nome Antônio Soldado, que me parece que era da região de Serrinha).
Seguindo até o final, dava acesso ao Caetano (Terras do “Seu” Suta, que posteriormente passa pertencer ao “Seu” Zelito de Celi) que seguindo ia sair lá adiante já perto onde hoje é a casa dos herdeiros do nosso querido ZÉ RIACHÃO – O BRASILEIRO. Dali, seguindo para a direita na bifurcação, ia pro campo de bola (O carecão), mas antes tinha a casa de Seu Mané Felix, passava em frente da casa do “Seu” ZE LAPADA, lá adiante era a casa de “Seu” Chiquinho curador, a casa de Tonho curador, Freboni, Manelinho, Geronisso, Badinho e a esquerda descia pro açude, passava pela casa do “Seu” Marciano, mais adiante, a casa de Domingo futuro, Pedro Cambueiro, “Seu” Bispo até chegar às aguadas.

Na saída da rua (Sentido Inhambupe) primeiro tinha o acesso ao cansa bode (e ainda tem que seguindo por ali vai pra várzea, chapada e por ai afora).

Seguindo pela direita: A casa de Zé Pedro de Negune, Nezinho da Várzea, Dona Vina, (Alguns ranchos de feira) D. Zélia e Mané Dantas. A rua acabava ali.

Mais a esquerda era a saída principal onde hoje é o posto medico (Ao lado da casa de Seu Nestor e Dona Anizia, Mãe de Neuman, Neumize e Neurandi, e mais adiante era o matadouro, onde nas imediações era a casa de Dona Julia (Mãe de Zé de Mauricio, Salvador e Aurélio). Foi ali na casa de Dona Julia, que eu vi chegar o caixão do Sr, Antônio de Mariana, que era proprietário de um caminhão e muito amigo do meu pai, o Sr. Otácilio (PARAIBA).

Lá em cima na saída pelo lado direito era a casa de Chico Surdo e em seguida A malhada de Dona Agda, a casa de Zé Vida Torta e D.Salvelina, E quase em frente, era(E AINDA É) a casa de Totonho e Dona Coité, vizinho de Fraterno e Honorata. Seguindo ainda pelo lado esquerdo, a casa de Dona Mariquinha, João de Pedro a casa da avó de Tizío (Esqueci o nome dela, que era também avó de um sujeito chamado Marivaldo) e o prédio escolar.

Existiam ali quatro entradas para o carrapato: A primeira onde hoje é a casa de Boquinha, a segunda a casa do Finado Teodoro Mendes a terceira após o Prédio, (Vizinho a Zé Caiçara e Dona Moça) em frente à matança de Zé Maia (Pai de Zé Pretinho) a quarta era depois da casa de Seu Zé Pereira, que após a entrada era a casa de Seu Pedrinho e em frente à casa de Seu Do Reis. Passando dessa casa vinha a morada de Bento e Zita (Que eram os pais de Teobaldo, Miudinho, Carminha e tinha uma outra que não recordo o nome). Logo em frente - Colado com seu Pedrinho - morava a finada Caetana e depois era a casa de Zé Maia e Dona Davina, e em seguida era a casa de D.Odete (que era vizinha de Januária de Vitoriano, pai de Marão) e quase em frente morava Pedro Sergipano com a professora Nenzinha e família.

Ao lado dele a roça de Manoel Dantas que ficava em frente à casa de Seu Lucas e Dona Nita, e em frente morava Seu Juca e Dona Zulmira, e ao lado deste, Seu Luiz e Dona Maria (que eram os pais de Dadá, Zé e Alice). A frente morava Dona Nicácia seus filhos e sua filha Izilda.

Ali no sitio residiam Jeronilson, Petu, Rui que foi casado com Amália, Antônio de Apolônio, o Pai de SEU NÉ, Ricardo, D.Raquel (Mãe de Zé) Seu Olímpio, Mané Coruja, Seu Davi (e sua grande família), os pais do finado Zelão, e Seu Amando e chegava às vendas, ali entrada da chapada.

Como não guardar na mente tantas lembranças que hoje mesmo estando grande ainda sinto-me pequeno demais, como se ainda coubesse o meu corpo no afago dessa terra que um dia me teve embalando em seus braços que eram tão meus, mas que o tempo (como um guardião, um protetor invisível, um acolhedor, um corretor de nossas atitudes, um memorizador das nossas ações que nos tornam pessoas que com o passar dos anos crescem) tirou-me de lá, mas nunca me afastou de fato daquele torrão que ainda AO MEU MODO, eu amo sem saber explicar como e nem por que. E, num suspiro de saudades eu afirmo em dizer que eu, sim, que eu sou da Serra, da mesma Serra do Aporá, da então Itamira que um dia hei de ver emancipada, onde hoje pra ela, dedico essas minhas memórias.

Fim... Mas sem nunca terminar, pois amor, nunca termina, aquilo que um dia a vida começou.

Carlos Silva - poeta cantador, Mestre de culturas populares e Itamirense de todo meu coração inspirado nas saudades tão minhas que divido com todos aqueles que entendem o que quero de fato dizer.

Com gratidão e muito afeto, Muito obrigado.

Contatos (75) 99838-5777
E-mail cscantador@gmail.com Instagran; Carlos_poetizado


EMBALANDO UMA TARDE TRISTE

Toda tarde é triste. Por si só, ela (à tarde) traz um retrato diferente do que as outras fases do dia e nos força lembrar coisas tão nossas que nos sentimos meninos jogando bola, brincando de bolinha de gude, de pega pega. As peraltices na escola, a merenda, o recreio, as meninas de saias curtas de cor azul e de blusa ou camiseta branca com sapatos pretos, cabelos bem arrumados, cheirosas e convidativas ao galanteio, ao cortejo, ao interesse de namoro. Às vezes dava certo e noutras não.

Mas a infância ou a pré adolescência é algo mágico, pintado pela emoção dos momentos vividos e divididos de formas iguais, tipo assim, sem medo, sem culpa, e sem responsabilidade. A praça pequena da cidade pequena cercada de sonhos grandes, de gente grande e de passos lentos de todos em busca simplesmente do viver,

O cheiro de pão, ahh o cheiro de pão de forno a lenha se espalhava pela cidade, e quando ele invadia minhas narinas, eu já me preparava para ouvir a sonoridade tão doce (De onde estivesse) da voz da minha mãe me chamar para ir á padaria comprar o tão delicioso e sagrado pão da tarde.

Não, naquela época, eu não via à tarde triste, pois eu era jovem, corria, brincava, soltava pipa, tomava banho no tanque grande e chupava mangas no sitio de Dona Fia, que ainda dizia: Levem algumas para sua mãe.

A vida era assim, não se cobrava pelas frutas (mangas, bananas, Laranjas, goiabas) na comunidade, tudo era uma fartura. Milho, feijão, abobora batata, o povo tinha prazer em dizer: Leve para a comadre.

Hoje, movido pelo balanço da rede no meu quintal, posso (na minha imaginação) montar essas imagens e outras tantas que vivi, onde ser feliz, era uma obrigação cotidiana e o preço, a pagar, era a satisfação de ser o que éramos sem precisar ser o que querem que sejamos.
As cobranças cresceram comigo e hoje sou o que meu pai foi: Um pai zeloso e preocupado se o dinheiro que tenho no bolso dará para comprar meia dúzia de pães de forno elétrico, com massa preparada com tanta química que deixa o pão inchado por fora e oco por dentro, igual cabeça de muitos Homens do poder.

Meu riso nem sempre é como um dia fora. Meus pensamentos cresceram junto comigo a ponto de sentir medo de saber de fato o que sou o que quero, ou para onde vou depois que terminar esses meus pensares no balanço dessa rede de ranger triste, com seus tornos cansados do oficio de embalar corpos. Não poderei levar a rede comigo e nem tampouco ficar a mercê das minhas lembranças que me enchem de vontade de voltar a pagina da minha historia e voltar a correr livre e solto, preso apenas nos devaneios e nas vontades de menino travesso criado numa comunidade pequena cheia de gente grande.
Eu tenho saudades do passado. Gostaria de voltar lá, e tentar mudar alguma coisa que me fez fazer algo errado no hoje que vivo. Não, isso não é possível, daqui não dá pra voltar, somente mesmo nas minhas lembranças sopradas pela nevoa desse recordar tão melancólico que chego a querer chorar como se fosse possível voltar a ouvir o grito suave da minha mãe a me chamar para comprar o pão. Não... Não... Nunca mais a ouvirei, pois a sua voz fora enterrada junto com ela em 1998. Mas ainda posso discernir de outros chamamentos, a sua sonoridade, seu riso doce de mãe protetora, de mulher que gosta do filho, de amizade que nunca o tempo poderá apagar da minha mente cada momento com ela vivido.

Meus amigos...

Onde estão meus amigos? Como eu, também cresceram e conheceram outros rumos. Alguns destes, eu não os vejo a mais de 40 ou 45 anos, outros, fiquei sabendo que já não habitam nesse plano terrestre. Mas as amizades, as amizades daqueles com quem me encontro hoje, já não tem o mesmo sabor, a mesma confiança, a mesma alegria, o mesmo riso, o mesmo companheirismo.

Muitos se tornaram fechados como se tivessem colocado cadeados nas nossas fases vividas. Outros viraram comerciantes e agem como se tudo fosse uma questão de cifras e de valores financeiros e me cobram porque não sou um HOMEM ESTABELECIDO.

Poucos destes, que comigo andavam, brincavam e dividiam sua meninice, nem me convidam para ir às suas casas tomar um café, ver uma foto antiga, sentar com seus filhos para fazer uma resenha desse nosso passado que em mim está tão presente.

Daqueles amigos, restaram poucos, pois suas mãos se distanciaram tanto, que as nossas não se tocam mais,

Por vezes insisto em voltar a vê-los, mas não há uma reciprocidade, um carinho, uma preocupação e isso vão inevitavelmente, nos afastando e eu sentindo esse afastamento como rejeição. E, se eu ainda insisto, é porque de fato eu queria ter de volta aquele amigo que AS COISAS DO TEMPO, o levaram para longe de nós. Os valores gritaram mais alto que os sorrisos e as conversas hoje, são apenas por obrigação de cumprimentos formais sem ter ao certo o que dizer tal abrupto e inaceitável afastamento que hoje nos separa feitos muros de nossa própria (e plantada por nos mesmos) ignorância.

Prefiro tê-los guardados na minha imaginação, onde podíamos sorrir e brincar achando que a vida jamais acabaria. Ela não acaba quando morrermos, mas sim quando não nos permitimos mais sermos os amigos que um dia fomos.

Subitamente a rede parou, ouço alguns passarinhos orquestrando em silvos breves o cântico do entardecer, e isso me faz despertar dessa viagem de sonhos acordado, onde posso até ver que as imagens vão sumindo e a realidade da tarde triste vem ao meu encontro. Mas, na insistência de guardar tanta lembrança com um sorriso largo, ainda trago esses mesmos sorrisos dos meus amigos, as cores da minha infância, o cheiro de pão no forno a lenha, e as mais belas formas tristes de sentir saudades de um tempo que jamais tornarei viver. Se eu morresse agora, muito triste eu morreria,





F I M










BRASIL UMA NAÇÃO POLITIZADA.


O pré candidato ao pleito que orgulhosamente disputará nessas eleições, e para mostrar ao seu eleitorado a sua (Força política), exagera nos gastos com churrascos regados a cerveja e cachaça de tudo que é tipo, com a estupidez de muitos fogos de artifícios nessas ações  organizadas pelos coordenadores de sua campanha (COMO SE FOSSEM MERCADORES ANUNCIANDO A CHEGADA DOS SEUS PRODUTOS), aliás eu não entendo onde está a alegria ou a graça de soltar esses fogos que prejudicam a audição dos seres humanos e de animais, desrespeitando até mesmo os enfermos em postos de saúde que lutam pela sua recuperação num leito de alguns hospitais.(quando acham vagas)

E tem mais gastos:
Gasolina (a vontade, nos postos dos seus aliados, é claro) para carros e muitas motos contratadas ate mesmo de outras localidades, pois o importante mesmo, é fazer número para encher os olhos dos idiotas, e provocar barulhos infernais.ppr onde passam.

Essa FARRA ELEITOREIRA, Nem o ATUANTE T.R.E. consegue impedir a sua prática, por entender que é um ato legal e cívico para uma boa e saudável campanha eleitoral.

É exatamente aqui, e por aqui, (Nessas manifestações legalizadas) que começam os conchavos a variação cambial ou mercantilismo de oportunidades, devido aos apoios, e empréstimos bem consignados venha de onde vier.
injeção de quantias para se ACERTAR DEPOIS, serão sempre bem vindas.

Se eleito, onde estaria o dinheiro que viria para a saúde, educação, transporte, cultura (ESSA É SEMPRE LEGADA AO 3° ou 4° plano) esporte, infraestrutura etc etc etc.

O FPM e outros fundos da União ou do Estado, além das suas arrecadações municipais, não são suficientes para arcar com TANTA DESPESA QUE O POVO CAUSA NUM GESTOR.

O próprio gestor lamenta e se dirige aos órgãos de imprensa dizendo em seu discurso de desabafo em auto e bom tom:

" É lamentável a situação do nosso município é lamentávelmente uma das piores de toda regiao.
Vejam Senhoras e Senhores, público presente e famílias representadas.
Eita povo miserável que gera tanto custo num município.
São gastos absurdos para cuidar dessa cidade Quando não é com esse negócio de Educação, inventaram uma tal de cultura que só presta pra gastar com festas e coisas sem futuro.
E olhem que eu me esforço tanto, mas nem com as emendas parlamentares e nem com os precatórios ou empréstimos compulsórios ou suplementação orçamentária e nem mesmo utilizando fundos de reservas, eu tenho condições de entender como um povo gasta tanto".
Até professorzinho faz greve pra ensinar o Vê a BA. Ô povo que reclama de barriga cheia é essa classe de professor!


Os seus apoiadores puxam os aplausos e empolgam uma plateia minúscula.
Eles olham para o povo presente com cara MUITO FEIA para que esse mesmo povo (sem outra alternativa), também aplaudam o competente gestor, que até chora ao se pronunciar de forma tão eloquente para os seus munícipes.

Mas o Sr. Fulano é letrado, competente, ama nosso povo, é filho dessa terra e fará a melhor administração que essa cidade já viu acontecer.

Entra dia e sai dia, (Vem a análise dos 100 dias) semanas passam, meses passam totalizando os 1460 dias da sua gestão e lá vem ele de novo com as suas respectivas e tão praticáveis e costumeiras promessas, com a farra dos churrascos, cervejas, a gasolina, os fogos, os empréstimos, os APADRINHAMENTOS quem sabe até a sua nova gestao sendo reeleito, pois o povo (Além de IMBECILICA massa de manobra) tem a memória curta gerada ainda pelo efeito do álcool e das promessas da campanha anterior.

O que? Sim! Elegeu-se de novo.
Teremos mais 1460 dias, que somados totalizarão : 2920 dias de uma administração incomparável e totalmente incontestável.
E os desvios de verbas? Pergunta o nobre diarista *Joaquim do Futuro Incerto da Conceição de Souza*

Você prova? Revate Indagando *João da Esperança da Silva*, que sempre foi um fiel Cabo eleitoral do gestor, e que nada tinha no início, mas no final da honesta gestão do seu administrador, conseguiu acumular fortuna que não a teria com sua atividade de feirante, pois foi isso que fez em toda sua existência naquele pedaço de chão.

Conversa encerrada, vida que segue.
Pra onde?
Pergunte ao povo.


Nota do autor:
Nossa narrativa, é baseada numa visão fictícia, esclarecendo que todo fato aqui apresentado não tem ligação alguma com nenhum cidadão e se por acaso tiver, será pura e mera coincidência.


Carlos Silva

QUANDO MORRE UM POETA. (Partículas de poesias)

Quando morre um poeta, apaga-se no luzeiro, ou no forro do alto infinito a luz da palavra, a frase do dizer, e o sentimento mais nobre de uma inspiração recebida e doada.
Quando morre um poeta, o céu sorri, pois sabe que ali abriu espaço para receber mais uma estrela que veio da terra para encantar a imensidão do céu.
Suas palavras estarão ligadas entre terra e firmamento, pois não serão esquecidas e sempre haverá alguém declamando ou cantando as obras que um poeta na terra deixou.
Todo artista da palavra é um anjo que unindo aos outros segmentos artísticos, formam constelações de saberes.
Palavras são sementes, versos são fertilizantes e poesias são os frutos de uma seara fecunda que jamais se acabará, pois fora ali lançada pela voz e pelo coração de um poeta.

Quando morre um poeta, a gente declama, canta em seu velório, mesmo sabendo que o seu espirito não mais está ali para ouvir tantas homenagens a este prestada.

Mas, em nossos corações, é como se ele estivesse sim, presente, pois a sua arte o trará sempre para o convívio de todos nós, mesmo que seja para lhe dar o ultimo adeus.
Quando morre um poeta, a poesia chora, os corações tremem e a saudade machuca tanto que a primeira coisa que a gente faz após passar o momento de despedida, é mais uma poesia brotada de outros tantos corações que jamais permitirá que ela morra de vez.

Por isso, é que chamam poetas de imortais, pois estes, de fato, nunca morrem.





Carlos Silva – Um Artista da palavra.

UM QUERER EM POESIA



Eu queria... sim eu queria!
Queria fazer uma poesia que furasse o oco do mundo, rompesse as locas de pedras, mergulhasse numa lagoa e se estufasse em busca de um rio, e só parasse de furar o bucho do mundo quando chegasse lá no ultimo mar de não sei onde.
Lá, ela acalmaria o cais de vários portos, enxugaria as lágrimas daquelas que amam os Homens vestidos de branco e que em troco de alguns trocados trocam suas experiências deitando-se em vários corpos.
A minha poesia entraria nas sinagogas e ensinava aos escribas falantes o verdadeiro amor que o poder de uma palavra tem, sem crucificar em nome de Cristo, uma humanidade que anseia por uma benção de paz.
Adentraria nas mansões e expulsaria de lá os vícios da soberba, da prepotência e da arrogância, convertida em práticas de luxurias. Invadiria prisões e libertava os guardas das suas obrigações carcerárias, onde eles por um gesto de irmandade soltariam todos os encarcerados escravos de uma pena maior do que a merecida, imposta por um juiz que nem a vida dele mesmo é tão justa que não mereça também um castigo punitivo pelos seus atos falhos no escrutínio dos seus aposentos.
A minha poesia sobrevoaria as igrejas e ensinaria aos padres, bispos, pastores freiras e papas, o real significado do PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU.
Assinaria (não com a rubra tinta do sangue de inocentes em campos de batalha, mas com o branco da paz), um tratado que amenizasse do mundo tudo a culpa ou a condenação por tudo aquilo que não condiz com o bom viver de um ser humano que guarda e professa a sua fé no Deus criador.
Depois ela voltaria para mim, em forma de risos, desenhados de linhos flutuantes em cores azuis, anunciando que a paz no mundo foi consolidada e que os homens de boa vontade agora só falam e cantam munidos de muito amor e paz em vossos corações.
Eu queria... sim eu queria! Eu queria que a minha poesia fosse o balsamo benigno que furasse de amor os corações de todas criaturas da terra... (de todos e de todas as criaturas da terra), até ver de perto como uma borboleta beija seu próprio casulo anunciando a chegada de mais uma vida para enfeitar o mundo de um colorido admirável.

Eu queria... sim eu queria! era só o que eu queria. Que a vida me provasse com amor, como é bonito rico e possível vencer e eliminar o ódio dos corações que foram manchados por coisas tão banais.
Carlos Silva.

LEVITANDO JUNTO AO MAR

LEVITANDO JUNTO AO MAR

Feito sopro raivoso de vento no mar, cá estou eu revolto em meus pensamentos, como se a brisa densa da primavera tangesse meus sonhos e deixassem que meus pés toquem e sintam a sensibilidade dos meus passos, próximo a beira da praia.
O vento insiste em brincar comigo, e sopra mais forte, as ondas estalam por sobre a areia em busca dos meus pés.
E ao encontra-los, beija com espumas a planta desses pés carregados de estradas sopradas por tantos ventos.
Ouvir o vento, sentir a areia, deixar o mar vir ao encontro dos meus pés, é tudo cronometrado por uma orquestra invisível, mas que trás a sonoridade desse sopro tão forte.
Meus ouvidos captam esse som e eu me divirto de olhos fechados, mas de mente, ouvido, coração e braços abertos para receber esses carinhos.
Agora, sinto a calmaria, e o furor do vento, tornou-se brisa suave, harmoniosa e leve.
As ondas, cumprindo o seu trajeto no seu vai e vem, ainda brincam com os meus pés, que não fazem a menor questão de afastar-se dali.
É uma recompensa relaxante dada pela natureza. Olho pro céu, estendo um sorriso pro alto, agradecendo por estar ali sendo agraciado por aquele instante e sinto que o vento atende essa minha gratidão, pois de leve, sopra-me o rosto e eu ainda com os olhos fechados, imaginando como se (tal qual o vento) também pudesse flutuar na maciez de tão bela leveza rumo ao infinito de paz .
Vejo o horizonte e sei que não é o fim do mar, pois além desse horizonte, outros tantos horizontes existem para proteger os oceanos que nos fazem viajar em sonhos náuticos, juntando pedaços de imaginação como se fosse uma colcha de retalhos de sonhos e desejos.
A mente humana vaga, voa leve sem precisar distanciar o corpo, daquele mesmo lugar onde agora estou.
Dou asas ao meu imaginar, e por elas sou conduzido a flutuar tendo um fundo um som de piano, em notas tão doces, que fazem-me ouvir as gaivotas entoar o seu canto a plainar por sobre a beleza infinita daquele mar que agora me serve de inspiração.
Vida, vida que banha, que sopra,que trás canções imaginárias, faz-me em ti também flutuar ao som das gaivotas, do piano, de ventos, das ondas desse maravilhoso e tão sagrado mar de sonhos tantos.
Paz para o meu espirito levitando sobre o mar.

Carlos Silva.
30 de Outubro de 2020.
O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior. Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos. Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado. Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS. Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO. Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz. Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis. 2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo. Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais. Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo. Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente. 2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado. Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa. As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil. Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais. CORDÉIS
Carlos Silva
Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.
16/março/2023

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