RonaldoHBJ

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n. 1996 BR BR

Estudante e escritor, escreve para um blogue pessoal e para o Jornal da Baixada - de distribuição local. Obtém reconhecimento de seu trabalho literário em mídias impressas, na internet e em concursos literários.

n. 1996-03-06, Rio de Janeiro

Perfil
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Poema em frasco

A poesia

brota viva

num frasco

profundo e

devidamente

aquecido à tem

peratura de 36 graus.

A face de tal frasco não

traz nenhuma recomenda

ção que não seja a imodera

ção e a necessidade da em

briaguez contínua que acar

reta alucinações e um olhar

inquieto para a excelência

da humanidade. A essência

vital que preenche tal fras

co emana viva do tambor ne

gro já gasto, do livro escrito

à mão, do quadro mal pinta

do pelo autor, da montanha

torta ao longe da paisagem,

do ator que se doa ao palco

e da pétala que se despren

de lentamente da flor. E o

poeta, em seu esplendor, é

aquele que realmente guar

da no peito a vida que irra

dia dos mínimos elementos

que compõem a rotina.




*Poema selecionado para integrar a antologia do II Concurso de Poesias 20 de Outubro 'Regina de Souza Marques de Almeida', promovido pela Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba - MG, recebendo menção honrosa (10/2014).

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Biografia
Ronaldo Henrique Barbosa Junior é natural do Rio de Janeiro – RJ – e reside atualmente no município de Campos dos Goytacazes, interior do estado do Rio. Estudante e escritor, escreve para um blogue pessoal desde 2008 e para o Jornal da Baixada - de distribuição local - desde 2012. Obtém reconhecimento de seu trabalho literário em mídias impressas, na internet e em concursos literários como o II Concurso de Poesia do IFF e o Prêmio UFF de Literatura 2013. Com 18 anos, cursa Direito na Faculdade de Direito de Campos e é Técnico em Mecânica formado pelo Instituto Federal Fluminense Campus Campos-Centro.

Poemas

12

Soneto da beleza existencial

O poeta segurava sua caneta,

E não escrevia absolutamente nada.

Sua vida fora presa numa sarjeta,

Pois, sob a morte, a poesia era aguada.


Guardara exame e alma numa gaveta e

Tratar do câncer era dura escalada,

Pois a morte era a tinta de sua caneta,

E a poesia, melancólica e acinzentada.


Diante da folha pálida, analfabeta,

Olhou pela janela, viu uma flor colorida,

Indagando-se sobre o que a fazia viver ereta,


Mas, vendo nela pousar uma bela borboleta,

Entendeu que a motivação da flor da vida

Era a beleza que o levara a viver poeta.




*Poema selecionado para integrar a antologia do Prêmio Literário Galinha Pulando 2014 (organizado pelo poeta baiano Valdeck Almeida de Jesus).

374

Tecendo o texto da vida

O autor segura um fio,

E o passa para o papel tecendo

Um sentimento próprio.


O tecelão da vida, artista sem fim,

É capaz de transformar fios em

Pedaços da auréola de um querubim,


Pois a arte é a imagem da alma ardente,

Em cada instante que passa

E se eterniza no presente,


Pelo fato de o momento

Ser tecido num texto

Pelo autor que trefila seu peito.


Sentimentos são inevitáveis na criação,

Pois ninguém tece um tecido

Sem uma profunda paixão.


Dessa forma, o Tecelão Criador

Se mostra sempre presente

Através do poético furor


E transmite vida ao ser que exalta

A poesia em cada gesto, e, ao escrever,

Alcança a liberdade imediata.




*Poema classificado para integrar a antologia do Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Poesia Livre 2014.

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