A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

n. 1950 BR BR

Natural de São Paulo.Nascido a 07 de março de 1950.A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado. Poesia é alma. Alma de passarinho.

n. 1950-03-07, São Paulo

Perfil
491 631 Visualizações

Alquimia do tempo


Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.

Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?

Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
Ler poema completo
Biografia
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.

Poemas

291

Aromas de flor (poema musicado)


Você, que veio assim devagarzinho, 
Chegou, se aconchegou, fez o seu ninho.
Plantou, raios de luz em forma de emoção, 
Criou, em um rio de amor, uma cascata de pura paixão...

Você que fez a minha história, fez o meu prazer,
Pintou, um céu só meu, me ensinou viver.
Mostrou, que o infinito é um sorriso seu,
Me fez querer, e eu te entreguei, cada momento meu.

Nesta paz, o sol se esconde, sob o manto dos meus medos
Ninguém mais, do que você pra conhecer os meus segredos.
Coração, em minhas mãos, responda-me, por que?
Se é por amor, se é por paixão, se é por querer.

Aromas de flor, nuvens de amor, 
Ventos da saudade, sopram pétalas de dor.
Lua de querer, tempo de esperar, 
Razão de ser, razão de ter, razão de te adorar...
1 659

Pesadelo Romântico


Dormi e sonhei. Que estranho!
Foi esse sonho, real?
Estava mesmo dormindo
Ou acordado, afinal?

Sonhei que não me queria
E até já tinha outro amor.
No sonho, o meu desespero
Causou-me angustia e dor.

Falava dos nossos encontros, 
Das horas que juntos ficamos.
Lembrava das nossas carícias
Que bons momentos passamos...

Mas você, de nada lembrava, 
Sequer meu nome sabia!
Dizia que seu novo amor,
Era  tudo o que queria...

Na cama eu me debatia
Sofria de amor por inteiro!
Querendo aperta-la em meus braços, 
Amassava o travesseiro...

Sofri uma noite inteirinha, 
Sentindo-me abandonado.
Mas acordei e lhe vi, 
Dormindo, aqui ao meu lado!
612

Falando de amor.


Amor é só doação, 
Amor é só liberdade.
Amor não é obrigação,
Amor não é propriedade.

É lindo viver um amor
Puro, intenso, inteiro.
Amor que alegra a alma
Sincero! Um amor verdadeiro!

O amor deve vir lá do fundo
Bem lá... do fundo da alma. 
Trazer realizações, 
Ser colo, abrigo e calma.

O amor de verdade não pede, 
Amor que é amor só entrega
Amor  não divide. Só soma!
Amor se confessa, não nega.

Trate sempre seu amor
Com alegria e vontade,
Assim estará garantindo
Na vida, a felicidade.
508

Chove


O azul, vestiu-se de cinza, 
Os anjos choram e a tarde se vai.
A natureza banhada de energia se agita...
Chove! 

Um oceano flutua lá no alto
E traça o espaço que me separa do céu.
Gotas de água explodem no chão e se multiplicam,
Anunciando centenas de outras, de igual essência.

Onde está aquela que agora caiu?
Não sei, já se uniu a outras e outras mais, 
E agora faz parte dessa correnteza
Que cria força e se agiganta, ladeira abaixo.

O bailar das folhas, faz o espetáculo!
Uma floresta inteira que dança
ao compasso das lágrimas que caem.
Sincronia perfeita da natureza, 
Licão de doar e assim, receber.

Perfume da terra, nostalgia, 
Ciclo da vida, verdade!
Alimento do dia, alegria, 
Contemplação, saudade...
1 084

Desamores


Lança sobre meu rosto
O fel que te amarga.
Plante em mim a culpa
que a sua insegurança fez.

Se isso enfim te conforta
e se também não te importa
qual face espelha a verdade,
Faça da luz, incerteza!
Crie do azul, a tristeza
e do amanhã, mais saudade.

Pode a mão que acarinha, 
tocar no sentido de posse?
Pode querer o domínio, 
ser mais abrangente que a entrega?
Não negue o ato que é fato, 
está na história o relato, 
de quem só promete o que nega.

Se teu sentir não respeita, 
se teu querer angustia, 
procure no ser, transparência!
Não pode ser substituta 
a dor, da espontânea alegria
Pois é no raiar de outro dia
que amar alicerça sua essência
902

Piano Whisky... violão cachaça. (texto)


Para mim, piano rima com Whisky.  Violão rima com cachaça.(da boa).
E ambos rimam com solidão, amor, sonhos, desejos, esperanças,  partidas,  e com saudades também.
Sentar-se frente ao piano, é como estar no colo da mulher amada. No dedilhar  renascem as recordações, revivem-se as emoções, esvaem-se pensamentos...
O violão, quer colo. Quer a nossa atenção. Precisa de nosso cuidado.
Para que toca-lo, se em nosso peito as angustias não permitem? Basta aperta-lo, em um abraço demorado e profundo, que ele nos consolará.
O violão é plangente, e iremos chorar a dois. Podemos chorar sobre  ele e não apenas, com ele. Quando a calma vier a se alojar  em nossa alma, poderemos dar vazão a tudo o que entope nosso íntimo, naquele momento.
No cair da tarde, no auge da noite, nos primeiros raios da manhã, eles estarão lá. Basta procura-los e seus amigos estarão à postos e irão lhe prestar solidariedade, lhe fazer companhia e lhe ouvir. Conte para eles todas sua mágoas, fale sobre o que rouba seu sono, o que lhe inquieta e o que está deixando em sua boca esse gosto estragado da amargura.
Piano Whisky,  amigo... Violão cachaça,  irmão... 
Somos três, em uma só vida.
431

Já dizia o meu avô...(texto)



Já dizia o meu avô, que carregava consigo  
toda uma sabedoria, vinda de anos de luta, fruto de anos de vida!
- O que vocês sentem é paixão! Ouçam a minha razão!
- Pra saber se é amor,  precisarão comer juntos...- Uns dez sacos de feijão!!!
Meu velho avô,  estava certo. O amor,  se constrói com o tempo.
Beleza, charme, jeitinho, doçura, corpo e sorriso, fazem  a atração  do momento. São tão somente ilusões!
Somente o passar do tempo, matura um relacionamento, porque para amar é preciso muita dedicação, muitas conversas  a dois.
Relacionamento que mude a  paixão, que é desejo  e forme o amor -   sentimento!
O amor não vê  passar o  tempo, não vê nascer rugas no rosto, não cega com a vista cansada.
Resiste a dor nas pernas,  aos cabelos branquearem... Não sente a coluna arqueada...
Como uma rocha no solo, resiste às intempéries e as olvida.
E calmo como um remanso,  nos traz a paz de vivermos...
Um amor verdadeiro. Amor, para toda a vida!
523

Insônia


Não era a noite, era a espera...
Não era a calma e sim, o silêncio.
E assim, fatos e fatores interagiam com a inquietude
abalando as estruturas fragilizadas pelo momento...

Não era o som, eram as palavras...
E não era o tom e sim, o eco que retumbava.
E dessa forma, castigavam as razões
destruíndo os significados mais convincentes...

Não era o amor, era o costume...
E não era o estar e sim, o ser.
Que completavam os anseios nascidos no anoitecer
E que transbordariam como águas revoltas, dias afora...

Até que o momento fosse único,
Até que as paixões se tranformassem em brisas, 
Até que a paz fosse a única, a sobreviver...
483

Quem


Quem é você,
Que chega no meio da noite
Me faz despertar e me inquieta.
Quem é você que interrompe meus sonhos
E me faz vagar pelos cômodos escuros da casa,
Procurando por nada, desejando tudo...

Quem é você, vulto de alma enigmática
Que consigo enxergar mesmo com os olhos fechados
Pois o simples cerrar de pálpebras não me afasta da visão.
Quem é você, cuja lembrança me acalma e atormenta
Criando essa mescla de sentimentos, 
Praia deserta do mar de meus pensamentos...

Quem é você, luz do meu caminho
Que cega a minha visão e reflete em minha alma.
Quem me faz de ferro, por ser imã
Que me acolhe como grão, por ser universo...

Quem é você, água vertente
Que quanto mais sorvo, mais sede me causa.
Fogo intenso que congela meu ser, 
Vento incessante que alisa meu mundo...

Quem é você enfim, espírito que em mim reside, 
Gigante que me domina, beleza que me enternece.
Espaço em que me aconchego, futuro que não traz medo, 
Caminho que não termina, fato que me acontece...
426

Seu olhar


Quanta ternura se esconde
No brilho dos olhos teus.
Só não sei como ou quando
Será esse brilho, só meu!

Quanta verdade existe, 
No fulgor do teu olhar, 
E quanto desejo, enfim
Ser a luz deste brilhar!

Quantas promessas escritas
No fundo dos olhos teus, 
Quero elas todas cumpridas, 
Quero estes olhos, só meus!

Quanto amor contém esta lágrima
Que quente dos teus olhos sai.
Se  pudesse, ah! se eu pudesse, 
Guarda-la , assim quando cai!

Quantos poemas escrevo
Mirando esses olhos profundos.
Olhe pra mim, que eu prometo
Te dar, todo o amor desse mundo!
474

Comentários (21)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.

Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.