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Nada mais do que ilógico

Ele é tão irracional. Ora, não é como se não conhecesse o que deve fazer, ele sabe, realmente sabe. Pois bem, poderias tu indagar, por que, então,... Certo, espera... Por qual motivo não vives baseado nisso? E por certo tua pergunta é de toda interessante. Mas, se esperas uma resposta para tua tão pensada questão, eis que dar-te-ei uma reposta satisfatória. Melhor do que isso, de dar-te uma simples reposta, direi a ti o que, como agiria se lhe perguntasses. Com uma expressão de culpa, olharia para baixo, fecharia a cara, não, não como que tendo raiva de ti, da pessoa que dirige-lhe a cogitação, mas com raiva de si mesmo. Pensa, pois, que aquele conhecimento todo que tem é inútil, que é vão, que é efêmero, que é vapor. É difícil, porém, ter uma vida como a dele, uma vida tão desesperadora, tão angustiante. Sabe, outrossim, que as pessoas ficam cansadas, e, adivinha, ele está cansado, mui, demasiadamente, assaz deteriorado. Nunca, nunca, ele não tem ideias, espera silenciosamente uma mensagem sem perspectiva alguma. Fica, também, pensando em qual o sentido da sua existência, queria desaparecer, sumir, evaporar. A sua vontade de entrar em ebulição, sua vontade de ser usado como um ATP é demasiado. Um coçar a cabeça, o que isso significa? Veja como ele está agora, neste momento, desamparado no escuro, seus olhos não aguentam mais, sua mente está urgindo como um leão à beira da morte pela fome. Bem assim, o frio entra em sua casa por uma grande abertura da janela, porquanto ela está aberta, enquanto isso, nesse ínterim seus familiares estão lá, jogando da mesma forma, de igual maneira que ele, as suas vidas no lixo. Tão pequenas são, e não é como se não soubessem deste fato, mas sim, não se importam nem um pouco com isso. Todos eles merecem morrer, não concorda?
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Poemas

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Nada mais do que ilógico

Ele é tão irracional. Ora, não é como se não conhecesse o que deve fazer, ele sabe, realmente sabe. Pois bem, poderias tu indagar, por que, então,... Certo, espera... Por qual motivo não vives baseado nisso? E por certo tua pergunta é de toda interessante. Mas, se esperas uma resposta para tua tão pensada questão, eis que dar-te-ei uma reposta satisfatória. Melhor do que isso, de dar-te uma simples reposta, direi a ti o que, como agiria se lhe perguntasses. Com uma expressão de culpa, olharia para baixo, fecharia a cara, não, não como que tendo raiva de ti, da pessoa que dirige-lhe a cogitação, mas com raiva de si mesmo. Pensa, pois, que aquele conhecimento todo que tem é inútil, que é vão, que é efêmero, que é vapor. É difícil, porém, ter uma vida como a dele, uma vida tão desesperadora, tão angustiante. Sabe, outrossim, que as pessoas ficam cansadas, e, adivinha, ele está cansado, mui, demasiadamente, assaz deteriorado. Nunca, nunca, ele não tem ideias, espera silenciosamente uma mensagem sem perspectiva alguma. Fica, também, pensando em qual o sentido da sua existência, queria desaparecer, sumir, evaporar. A sua vontade de entrar em ebulição, sua vontade de ser usado como um ATP é demasiado. Um coçar a cabeça, o que isso significa? Veja como ele está agora, neste momento, desamparado no escuro, seus olhos não aguentam mais, sua mente está urgindo como um leão à beira da morte pela fome. Bem assim, o frio entra em sua casa por uma grande abertura da janela, porquanto ela está aberta, enquanto isso, nesse ínterim seus familiares estão lá, jogando da mesma forma, de igual maneira que ele, as suas vidas no lixo. Tão pequenas são, e não é como se não soubessem deste fato, mas sim, não se importam nem um pouco com isso. Todos eles merecem morrer, não concorda?
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água

Gota a gota, pingo a pingo o balde se encheu. Demorou algum tempo, porquanto as gotas caíam em uma frequência não muito grande. Mas o fato ocorreu, aconteceu naquele momento. Quando, pois, o balde se encontrava cheio, quando o balde se achava lotado, então, daquele momento em diante, a torneira foi ligada no máximo. Ato contínuo, a água antiga foi derramando, foi saindo para dar lugar à nova água. Na verdade, nós não temos como definir se era água nova, ou água antiga, senão que elas se misturaram e estavam transbordando, estavam se movendo deliciosamente para fora do balde com um sorriso imenso na cara, com uma expressão de satisfação, com gozo. Finalmente aconteceu... A água, subsequentemente, se moveu ao seu local pela declinação que havia no chão. Elas, ademais, se ajuntaram, se amontoaram em um local, e foram se juntando desta maneira por um longo tempo. Posteriormente, como esperado, a água da torneira acabou, não obstante o balde permaneceu ali, parado, a água, porém, com o tempo foi usada por microrganismos, e tudo permaneceu silencioso, tudo continuou calmo, tudo perdurou como desesperador.
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A menina

Quando a criança sai sozinha, o que podemos fazer com ela? Tão rebelde é esta pequenina, fazendo, assim, o que bem entende e saindo sem ser ordenada, nem ao menos avisando que irá. Ela é como o nascer do sol, algo que tens certeza, mas podes pensar: será mesmo? E sim, é mesmo, e acontece, e se realiza, e se vê, e se sente. Entretanto, o que fazer quando esta menina quer sair sozinha? Por que sai de mim, pergunta o homem desesperado, quem te deu motivo para isso, quem te fez ser assim, quem te deu ordem para fazer isso? Eu já falei que não me importo, eu já disse que não faz diferença para a minha vida tudo isso que aconteceu. No entanto, a pobre menina, tão malquista sabe do que realmente se passa, ninguém pode mentir para ela, as pessoas até tentam prende-la com algemas e deixa-la sem luz, porém ela sai, mesmo que se arraste pelo caminho e se fira no na estrada, ela vai embora. Muitas vezes a garotinha sai tão fraca que se arrasta ladeira abaixo. Logo atrás dela vêm suas irmãs, da mesma forma, também malquistas por muitos, mas elas chegaram a um nível tão grande de rebeldia e autonomismo que não se importam com o que dizem; elas não ouvem. Simplesmente, se são colocadas diante da verdade, procedem de acordo, segundo e em consonância com suas naturezas. A pobre menina, que ganha várias irmãs que de igual modo despencam ladeira abaixo, e são arrastadas por panos, por mãos, e muitas vezes ignoradas... Ah! Pobre lágrima!

Marcos Vinícius Moraes de Sousa
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