Tenho um pequeno livro publicado no ano de 2019 . pela editora Buqui - e antes disso os meus escritos eram feitos por cópias em xeros de pequenos e poucos poemas dados aos meus amigos - que me ajudaram muito nesta minha caminhada desde minha juventude - que somente agora no ano de 2023 , resolvi os publicar neste portal de tantos escritores de livros e de poesias - músicas - dos mais antigos até os mais recentes , aos quais me considero um candidato * entre estes novos autores* O engraçado que acho de minha escrita - é que sou muito tímido de as ler em público ... porem me considero capas de explicar os textos por minha mente criadas : pois somente nas poesias ou poemas > consigo transmitir o que sinto - ou que meus olhares veem e deste meu coração à minha mente : as fazem serem todas transcritas. Como textos de natureza fantásticas -realistas - e poéticas . Que a eterna paz deste novo mundo ... vos sejam uma chama em seus espíritos -mentes - corações - e em vossos corpos. é o que posso lhes dizer neste momento. Abraços a todos. *Ademir o poeta*
Lista de Poemas
A Flor do Marrocos.
A flor
que chora no
Marrocos.
Chora aqui no Brasil...
/
- A tristeza do
rosto donzela.
-uma lagrima
caiu - na sedenta
terra - em cores
azuis anis.
/
A flor
que chora
no Marrocos
chora aqui no Brasil.
/
Amizade de
família -
- O deserto
das vidas.
- As flores
de cores - arco-íris.
/
- O amor de lá -
outro lado do mundo-
- O amor é dor
e também feliz.
/
As flores que molham
a terra de pétalas -
trazendo orvalhos - chuvas -
enterram sementes - e vem
dos quentes ventos - outro
lado mundo - parar aqui no Brasil.
-A SORTE DE ALÁ-
/
Ademir o poeta.
9
Os trilhos do trem
Andei
sobre
os trilhos
meio
século
de
minha
vida.
Sai dos trilhos durante
estes restantes dois anos.
Prostituto
traficante
cheirador
/
bicha
velha
viado e
amante.
Andei
sobre
o trilho
cinquenta
anos .
acabou-se
o sol
honrado
e brilhante
!!! Sou um prostituto andante.
/
Ademir o poeta.
10
Lamentos
Ah... este meu choro
de lamentos , que nunca
se acaba mais.
Sinto na alma uma
ardência e um forte
calor .
/
Meus sonhos nunca
se concretizarão...de
ser um escritor
poeta - por -
tantas lutas - tantas
verdades ditas -
e nunca esta
me negou.
/
Ah... este meu forte
desejo de ter mais
uma fonte - de sobreviver
a este mundo - sem muita
dor.
/
Espero sinceramente
que meus esforços
não tenha sido em vão.
/
Que pelo menos
seja mais visitados -
os escritos - que me
causam na alma
um grande furor.
/
Saudações doutores
das letras simples -
- mas escritas com
muito verdadeiro
amor.
/
Ademir o poeta.
10
O Homem é solidão
Minha morte em
vida...para o
trabalho intelecto.
Minha vida ( morte... )
meus sonhos enterrados
na aguardente quente
estrelato.
/
Meu gostar de
literatura
meu gostar de escrever
LER - LER - LER - até
ao morrer , para não ser
um bêbado de amargura
e sim um poeta de leitura .
/
Amordaçado
não pode , não pode , somente
os academicos tem o previlégio
de escrever o cotidiano -
regionalismo do nosso País.
/
Também não posso na minha
vergonha prevalecer : porque
LEIO - LEIO - LEIO
e minhas dificuldades é uma
barreira.
/
! EI DE VENCER
MINHA CULPA
!NO ENTARDECER
*O HOMEM É SOLIDÃO*
/
Ademir o poeta.
10
Vitória Régia
Amazonas - verde - verde -
tanto é o verde
flores tantas - tantas --
cores - águas - águas -
grandes corredoras
margens - tantas- tantas -
árvores verdes.
/
Amazônia vitórias régias
redondas de flores
para servir aos deuses
verde - verde - intenso -
Rosa rosa - boto -
águas - verdes - verdes
amanhã nosso leite.
/
Ademir o poeta.
10
O Eunuco.
Quero ouvir
de você , o que
nunca tu dizes
para mim... mas
sempre para outros.
(MEU AMOR)
Como te admiro
e tua luta é um
caminho sem fim.
/
Quero sentir
de ti , o que
nunca tu falaste
para mim...a
verdade :
/
tu jamais
teve uma namorada
tu és virgem
tu não tens tesão
tu não tens nada
tu és um joão
ninguem.
/
E por fim
a verdade está
dita.
satisfeito agora...
morra ao meu
lado ... que nunca
terei piedade
de ti.
Adeus... tu não
és homem .
é o fim.
/
Ademir o poeta.
9
Um Homem solitário.
Batendo
lento -
batendo
lento
- Meu coração
e agora gira como
um disco de alta
rotação.
/
Ele gira em
uma melodia fantástica
nesta bela noite-
de verão.
Segue batendo lento.
/
E em noites
de chuvas com som
de batutas e violoncelos
- uma sonolência
entardecida
- um silencio
de segredos adormecidos.
/
Espero.... Espero....
quando tomo um gostoso banho -
purifico minha alma com
suaves perfumes de muitas
ilusões.
/
Saindo bem devagar pela
noite - ouço as músicas
de Acordeão - e os gritinhos
das damas beijando -se- com
seus lábios umedecidos.
/
Já nas ruas das casas estou -
na porta de uma estou - entro
com meu coração lento..
lento. e agora batendo como
uma forte explosão.
A luzes rápidas tornando-se
fleches de cores mil.
/
Ah... doce estrela - encontro-te
no corpo a corpo -ardência - amo-te
doce mulher -oh.. noite estas sendo uma rainha -
desta minha abrasadora paixão.
( Não mais solitário - e sim um
homem bem acompanhado.)
/
Ademir o poeta.
13
Dedicado a todos Basê - Haund
Meu pequenino
animal -
no céu vejo-te -
em hemisfério Austral -
meu amigo e companheiro
de quintal -
Teu latidos são tão fortes
que suprime teu tamanho
-tua coragem -
-tuia beleza -
-tua brandura -
meu peqeno e estimavel aninal.
Tu dormes
em pequenina casa de pedras...
de pernas pro ar -
encantadas - olhas
para o infinito -
Tua cor caramelada -
-teu porte forte e
pequeno nos dá sorte. -
Domes - dormes -
meu companheiro - nas
horas tristes e nas alegres -
neste estrelado anoitecer.
De nos olharmos um ao outro
- no escuro da noite -Você é meus frescor em ventos --que vem da eternidade -
Tu és minha eterna sorte.
Durmas meu amigo no seio
dos anjos .
-Para nunca mais te esquecer -
Ademir o poeta.
14
A Lenda do Limoeiro.
-De uma estrada-
avermelhada - seca pelo
escaldante verão.
-uma poeira danada
-traziam
os grãos
- da terra -para a
boca que rangia.
-Do viajante cansado-
-descalços pés -
tão quentes como
água fervente-
saliva misturada
ao pó do sertão.
-Faziam as cusparadas
molharem o chão -
- e derrepente-
-como um repente -
na minha visão-
Observo com estes olhos
secos - o arvoredo pé de limão.
- No repente - a visão
de um rio caudaloso -
uma força de água -
-um aguaceiro danado -
no meio deste mundão.
-e no repente dos meus
olhos- cortado amasiado-
espremido - na caneca de
barro - saindo do rio cheio de caldo-
para o doce alivio de meu coração.-
Ói moço -
Ói bem pra estes sol, que a terra
vae comer...
- O limão veio da árvore
-A água veio da terra
-E o doce do açúcar
-Vem daqui do meu sertão.
ETA...ETA...
LIMOEIRO MEU ETERNO
IRMÃO.
Ademir o poeta.
19
A criação de minha mente.
Sou um poeta imaginado
sou criador e criado de
meus pensamentos - o
infinito no campo da mente
é meu lar - meu cerébro -
penso em vocês e finalmente
em mim.
/
Sou um criador do que
brota no mundo de meu
corpo- já dentro dele
existem - luas - sois -estrelas -
galaxias - buracos negros -
que me levam ao fim.
/
Sou um poeta finito - infinito -
sou criador - sou parteiro -
dou a luz a cometas - planetas -
e a todos que regem este
universo - meu corpo.
/
Pois todos os tempos
não param ... explosões -
de novas galaxias - finalmente
dentro de mim.
/
Ademir o poeta.
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Comentários (2)
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Obrigado senhor JRunder.... meus parabéns pelos bélos textos poéticos.
A poesia de JRunder
Meu caro poeta Ademir... A poesia é estado de espírito. Uma fonte que jorra independentemente do querer. Se é poeta porque se vê a vida como poesia. A lua não é um planeta e o luar não é reflexo da luz do sol. A lua é uma deusa e o luar é sua benção sobre nós. Esse sentido da poesia não requer diplomas e sim, sensibilidade. Esta, o poeta possui de forma natural, mesmo que sequer saiba ler ou escrever. E sua poesia terá o mesmo espaço (não entre aqueles que se imaginam serem donos da poesia, criando regras que jamais se justificarão), terá o mesmo esplendor e a mesma mensagem seja escrita ou cantada. Poesia é amor, Ademir. E basta ter isso no coração.