O Sol voltará a brilhar.
No dia em que a tarde vier -
arremessada por um raio de luz -
e meu coração bater tão violentamente
em minha pele - e meu corpo todo
pulsar nos seios de minha amada.
O mundo tremerá - perante este acontecimento
sublime - pois somente teu sorriso
arrasará os quarteirões da cidade -
onde nasceu.
Assim se deu tal fato na mente
de um escritor com amor.
Ademir o poeta.
Amor eterno amor.
Era noite, clara enluarada na face
do espelho d'água refletiam nos
olhos - a virtude da moça tão amada-
Que pedia para ser de toda beijada -
pelo calor imenso do sol.
Mas a noite apaixonada pela moça -
não deixava o dia surgir .
Por tamanho desejo , foi crescendo
e se apossou de sua beleza e ao tempo
congelou.
O sol forçava sua entrada - rastreava
toda face da terra - e nada de sua
claridade penetrar.
Ah. isto é uma paixão tão pura
tão bela - que por causa disso - uma
flor de cor negra nasceu.
Vamos entrar em um acordo - falou
o sol para a lua - durante o dia
uma orquídea será minha - e
durante a noite a flor rosa -negra
será tua ... a mais bela moça desejada
da terra que você dona lua amou.
E assim tudo em bem terminou.
Ademir o poeta.
Pétalas de uma dor.
Corpo humano na poesia
e na noturna caverna de meu
coração.
Doente de Amor.
- Encontrei a flor de várias
cores - de uma dor.
Esta flor com o passar dos
anos - foram caindo pelo
forte tempo do calor.
Elas foram secando - secando - e
doendo como uma paixão.
E por fim morreu minha amada - no
lençol branco de uma cama.
Eu dormindo > ela partindo para
em silencio eu não sentir
o seu forte calor.
ADEUS.
Ademir o poeta.
B R I L H A N T E S
Onde ocorre os desejos - corre o sangue
da dignidade - são fortalezas - vidas -
a serem vividas e na normalidade do amor .
Tudo é um mar calmo de tranquilidades.
-Raríssimos os dias descaminhados.
- mais raro ainda - são os dias sem união.
- pois a vida de mãos dadas correm .
-como rios sem lágrimas -
- indo até a velhice de um casal.
Ainda que toda tarde - sintam-se enfraquecidos.
- por serem na mente os que não são queridos.
- Enganados estão os inimigos.
Pois por uma muralha serão protegidos.
-Irmanados , desejo-lhes desta alma errante -
-Pois o porto que lanças ancoras e manso.
-Baia ao qual deixaste ir avante no céu -
- E na terra , sempre bons amantes.
- Serei breve como amigo - serei breve e eterno -
- como pessoa , e no fim desta longa
caminhada - em que aprendi tudo que sei -
vou te brindar - no tempo de todos vocês -
estão como diamantes > brilhantes.
Assim estava escrito.
Ademir o poeta.
A Namorada.
Olá... como vai ... tudo bem !!!
tudo... prazer em te conhecer...
- obrigada - o meu prazer é
em te ver e senti-lo
Sinto as mãos suando - meu coração
acelerando - eu também - o que
sera !!! ah... deve ser amor - será !!!
Sendo assim vamos nos conhecer melhor.
No caminhar um ao lado do
outro > na calçada nos sentimos > as
mãos - os lábios - os nossos corpos -
se tocam ... oh!!! tudo é prazer -
tudo acontece.
Olá... como esta você agora...
estou ótima ... eu também ; respondo...
bem acho que todo o dia é nosso > é
tem razão > - o amor é uma enorme
garrafa de mel . Ele é sempre muito doce
igual nosso namoro e amor.
Ademir o poeta.
Um Recado.
Ao poeta maior ...
pode ser grande na tão
pequena Itabira.
Pode ser tão falado - idolatrado.
Mas e Cassimiro de Abreu -
Clarice Lespector
Vinicius de Moraes
Camoes .
Sr. Carlos Drummond de Andrade
és um poeta maior ... mas também
existem os poetas pequeninos
esquecidos... pois com vocês os
maiores que aprendemos.
Adeus.
Ademir o pequenino poeta.
Duas Criaturas - parte três
Se bem me queres -
parte de sua ternura -
somente me deixe carne crua-
Prometa-me o que te peço -
-Pois te darei o
céu - meu bem
amado senhor.
-E de todas as coisas
te serei grato em
tua benevolência -
- se tu me mostrar a tua.
que nestas três partes te escrevi.
Assim esta escrito.
Ademir o poeta.
A RAIZ DE UM POVO.
Vejo-te passar por
aqui a séculos. Sou uma
árvore grande e forte... tenho
300 metros de altura.
minha casca tem uma seiva
muito doce . minha cerne
é musculosa , minhas folhas
são nobres , minhas flores
são lindas , e meus frutos
são manjares para o passantes.
Atinjo as nuvens ... até passo por
elas , e recebo a luz do sol e de
uma imensa lua - das estrelas - e
também guardo o sono das aves nestas grandes alturas.
Vejo-te no caminhar lento
da natureza; eras crianças , me
amavas , pois centenas de
milhares me afagavam.
Agora és adulto - homens com
pátria e sem pátria - passam por mim
e não me veem . O que te fez o tempo!!
O que te fez a vida!!
Vejo-te desde o teu nascer ...
(Pois então a tua eternidade ei de querer)
Ademir o poeta.
O Boiadeiro.
E seu cavalo alazão, rápido
veloz, como uma águia.
Na sela o laço retirado com a
velocidade rodeia ...rodeia...nas
sua mãos.
O touro é laçado com toda
força sua... no pescoço frondoso,
o animal ; pula... pula... voa... voa...
o ar cheira a ferocidade mas !
segure-o este alazão.
o Boiadeiro salta rápido do
animal seu , e com laços
pequenos : atrela as patas traseiras -
dianteiras derrubando-o no chão.
E marca o touro a ferro
faiscando um fogo , o indomável
touro sansão.
Ademir o poeta.
Fragilidades da vida - parte um
O ser humano diz...
estou naufragando em mares
nunca dantes navegados.
Eta mente danada - que como
nuvens vagueiam pelo céus
da história - tristes de meu
passado que vai e volta violenta
como os tubarões - perseguindo
suas presas até um abismo
muito profundo.
Assim está escrito.
ademir o poeta.