Mil Vidas
Se me destes a
vida , é por ter
meu ser um objetivo/
Mas se queres que eu
sofra ou morra!!!
então não
me tenhas muito
carinho./
Somente existo
por causa somente
de muita luta que foi
tão grande e desnuda/
Sei bem o desgosto
de sobreviver em um
mundo sem preparo /
das mil vidas
por mim conseguidas.
Ademir o poeta.
O Claustro
Estou completando
hoje até meia noite:
30 anos de dedicação
ao Senhor.
---orando---
30 anos de um espaço de 700
metros quadrados; olhei
o anoitecer , o firmamento...
e o luar pelas grades das janelas
como uma bela flor.
---plantando---
Meu claustro fora voluntário
pois sendo uma irmãs dos
seres humanos ; era filha e
amante de jesus.
---amando---
Olhava meu rosário , meu
lavatório - minha cama e
um crucifixo em prata
na eterna cruz.
---crucificação---
O luar dos 30 anos do lado
de fora , ou na parte
de dentro... era o mesmo -
o céu o mesmo - as estrelas -
as mesmas, nada mudou.
---a matança---
Acho que o tempo me
levou o corpo ; e o
corpo meu ; me levou
ao tempo da transmigração.
---das crianças---
Os trinta anos no convento
fez meu corpo viajar pelo tempo ,
no mundo > sentindo tudo e
olhando tudo - amando ; a
todos qu estão nas mãos do senhor.
---dos idosos---
Hoje após a meia noite ; não posso
sair >>> até que poderia se
quisese , mas o rosário é o mesmo
e o mundo não transfigurou---
as coisas do céu são as mesmas
que olho todas as noites ...O
luar em prata ; o sol em ráios
alvíssimos todos os dias.
SEMPRE RAIOU
--- O martírio das guerras ---
Hoje sou o propio claustro
o crucifixo em branca prata -
o luar ou a voz da solidão ...
a minha cama - as grades das
janelas nunca foram minha
PRISÃO
--- O ser só sem Deus---
A cama meu descanso - meu
amante >>> posto-me ao
chão e peço perdão ; sou
parte deste claustro e meu corpo
viaja pelo universo onde :
nada>>>nada>>> de mutação !
---A SOLIDÃO---
Ademir o poeta
Um Elefante na Jaula.
É como uma natureza morrendo
no balanço de teu imenso
corpo , teus olhos tristonhos
cheios de lágrimas secas e mortas.
Em jaula é como uma
enorme montanha arrasada -
desmoronada , sem água - sem
plantas - sem as vidas aladas.
Este lindo animal , seguro nas
patas por grosas correntes -
balançando pra -lá - pra - cá ,
fora de seu habitat natural ...
não está suportando mais o teu própio peso
e teus olhos lacrimosos faz
aparecer a realidade - bondade - e a
mansidão de seu grande coração.
Ademir o poeta
O trem subindo a montanha.
Se o trem
apita... eu o
ouço e imediatamente
fico parado.
Mas o pior de tudo
é que ele também
nesta subida para...
pois colocaram
fogo nos trilhos
misturando madeiras
e cascalhos.
Sou um soldado sem
armas... meu maior
prazer é viajar
sobre os trilhos.
Pois não sei matar -
mas sei ir a mais alta
montanha de meu
estado - para ver um
céu azulado > encostando
neste mar tão grande e
ainda mais... salgado..
Ademir o poeta.
Brasil - Violento
O País está tão
violento... onde
até os sonhos das
crianças , são de balas
AR - 15
38 - 45
E não são balas doces.
Se os sonhos são
atingidos, em uma
nação dirigida por grandes
homens - compententes-
AR - 15
38 - 45
Balas nos céus
reluzentes , sonhos
dementes - incandecentes -
Pois morrendo os
os objetivos - falecem as
crianças - adolecentes -
AR - 15
38 - 45
Os adultos colocam
cercas nos terrenos
ardentes -sonhos .
Mera coincidencia
AR - 15
38 - 45
Madre de Deus
aplacai esta ira.
Ademir o poeta
O ETERNO PADRE
E... SEMPRE O CORPO
PEDE MAIS
INTELIGÊNCIA - INTEGRIDADE -
BENEVOLÊNCIA E O
BENDITO ETERNO AMOR
INCONDICIONAL./
MAS A NATUREZA È
SABIA E TRAZ AO MUNDO
A BELEZA DO MUNDO
EM UMA MULHER / - E
DE UM HOMEM. MAS
SUCUMBIMOS AO
BELO PRAZER/
CRIADOS POR NATUREZAS
DIVINAS E AOS DESEJOS
QUE PRATIQUEMOS
MAIS...MAIS... LOUVORES/
MAS O DANADO CORPO
PEDE , E A MENTE SENTE
A SOLIDÃO DE NOSSA
ALMA /
QUE VIVEM PEDINDO
O ETERNO PERDÃO.
Ademir o poeta
A Cadela Baleia .
Este é um passeio
na pedra da cebola , do alho,
da cenoura , arroz , milho
e do feijão maravilha...
manteigão.
! A carne ... hum.... a carne
um pé de boi - mocotó
um quilo de língua
e olhe lá.... é na pedra das
verduras : que se encontra
os minerais do corpo.
- Onde não há cegueira
desnutrição
e ainda uma cadela chamada
de ( BALEIA )
Sonhando com um osso bem
grande enterrado no chão.
Também está faltando o
nosso alho e o sal - para
completar esta bela refeição.
Ademir o poeta.
Mamães Catedrais .
Da universal
mulher...com
seus olhos meigos e
cheios de amores.
Uma fortaleza no
parto de seu cantar /
de uma partitura
toda por ela >dela> particular.
( UM NASCIMENTO )
Ave mãe universal /
Genitora de uma
grandeza mundial...
Dizendo>> Ave...Ave...
Marias mamães... de
todas mulheres
como eternas catedrais.
Ademir o poeta.
JESUS CHRISTO
Andas sobre
as ondas do mar...
Andas sobre a terra
prometida -
lança-te com amor
contra todas
as guerras.
Levas nas mãos
as flores eternas da
paz... és um homem
de força ( SANSÃO )
Fazes suas pregações
para toda humanidade e de
sua boca saem o grande
som - do - mundo.
Abraças a carne da afeição
por toda nossa terra.
Meu irmão , meu herói ,
amo-te - venero-te -
entrego-lhe meu
corpo - e recebo - de -
ti meu perdão.
Ademir o poeta.
Manguezais.
São dezessete horas e trinta
minutos de uma tarde escura.
Caminho do meu trabalho
para casa ... As ruas
antes silenciosas >/
agora são tormentos
de carros passando buzinando ,
somente apaziguado pelas ondas
do perto mar./
E sentindo todo o cheiro
forte de uma maré baixando...
e as grandes corridas de caranguejos
para uma lama cheia de árvores/
e se salvando dos pneus do
automóveis /
NOS IMENSOS MANGUEZAIS
Ademir o poeta.