Alekz Fergues

Alekz Fergues

n. 1987 BR BR

“Quem ousaria fazer leis aos amantes, visto que o amor, por si só, é uma lei maior?” Boécio

n. 1987-12-05, Diadema

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A Busca

Quem já não viu o amante contemplar,
De olhar fixo num ponto, horas de sonhos
E com a alma fora do corpo em êxtase?

Ai, quem lembra, dos dias gelados de inverno
Ou dias quentes de verão, diga-me:
Foram anos para entender a dança de estações.

A memória de criança proporciona alegorias,
Ainda mais quando feitos de prazeres inefáveis,
O amor, como sempre tivesse falado, de meu íntimo.

Mas não te enganes, não esqueci dos desenganos cruéis,
Enquanto me mantive refém das quatros paredes
Em noites que somente a lua sobrava inspiração.

Testemunhem o papel e a tinta expressarem,
O coração parar no estômago de tão ferido,
Da esperança que nunca morre, mas o inferno é isto.
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Poemas

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Poucas Notas

Poucas notas nesta canção
Recordando meu passado,
Por amor tinha guardado,
Deveriam sumir mas não...

Mas agora estou magoado
Em memória do passado,
Sinto dor e sufocado
No relento em ser calado.

Soa tão triste a solidão,
Toda cor sem vida ecoa;
Todo tempo passa a toa,
Deveriam sumir mas não...

Em um ritmo lento a tarde,
Noite engole o tom vermelho,
Soa-me outro tom ao vê-lo,
Nenhum som se encontra a parte.

Neste piano a minha mão
Passa um tom desafinado
E sabendo que está errado,
Deveriam sumir mas não...
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