alexandre_silva

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Com formação em Geografia e experiência profissional na área industrial, a escrita é, desde sempre, a minha terapia nos bons e maus momentos

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O ser humano, a física, a hipocrisia da disponibilidade

Por vezes parecemos invisíveis para outros serem visíveis.
A invisibilidade não é uma certeza da física,
é mais uma pretensão humana,
que às vezes acontece,
outras vezes não!!

Noutro contexto a visibilidade é uma certeza humana,
sendo uma certeza da física.
Já a indisponibilidade é apenas humana.
Programada.
Como a disponibilidade,
esta especialmente programada... para agradar.

A física e o ser humano...
O ser humano e a física...
As certezas de uns são as dúvidas de alguns outros.
As certezas da física e as incertezas humanas.
Ou as certezas temporárias...
A tudo isto junto chama-se, hipocrisia.
Muitas vezes.
Demasiadas vezes.

Alexandre Silva
14/03/2019

Escrita 2019



Reflexões à volta dos filmes (O Homem Invisível), das leituras nocturnas e sobretudo dos acontecimentos próximos e das constatações do dia a dia...
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Poemas

17

A porta

“O sábio pode descobrir o mundo sem transpor a sua porta. Vê sem olhar, realiza sem agir.”
Lao-Tsé
............
Há sempre algo que acontece por detrás de uma porta que, já se tendo aberto e entrado uma vez, voltamos lá de novo...
Por vezes o carácter, a dignidade, o respeito de cada um, não bastam para decidir o que queremos (ou até se queremos) lá entrar (e encontrar) porque até mesmo o carácter, a dignidade e o respeito podem ser enganados.
Não pela porta, não pela entrada nela mas talvez pelo porteiro...com o nosso beneplácito de ter olhos fechados, estranhamento fechados...ou talvez não.
Talvez porque devesse, o porteiro, nesse caso, ser honesto, sincero, humano.
Numa palavra: carácter.
Então talvez precisemos de encontrar o respeito (que tanto apregoamos para os outros e que tantas vezes não o "queremos" para nós...).
Ou talvez precisemos da lembrança de outrém para quem as portas que abriu sempre o foram com respeito.
Sem subterfúgios de sensibilidade. Mesmo se com os olhos fechados de quem entrava...
Essas portas, abertas com carácter.
Com dignidade.
Com claridade.
Ou outros atributos sérios, nobres... que só quem está de fora vê mesmo, sem observar.
É urgente “poder descobrir o mundo sem transpor a sua porta”...


Alexandre Silva
13 Maio 2019
Escrita 2019
223

Roubo para não ser roubada

Há algum tempo li: "roubo para não ser roubada"...
Noutras "latitudes"...
Não é possível roubar o amor para não ser roubado.
O amor não se compadece com roubos.
O amor não se rouba.
E quando é roubado (e isso é possível...) a memória do amor continua sem ser roubada.

Porque também as memórias não se roubam de verdade.

Alexandre Silva
26 Junho 2019
Escrita 2019
220

Dúvida

Quando a imaginação se transforma em tempestade fica sempre uma dúvida certa.
Ou uma certa dúvida.

Alexandre Silva
2 Julho 2019
Escrita 2019
229

Caos emotivo

O prazer pode ser a âncora de humanidade de uma pessoa,
a perda da sua dignidade
e a construção de um caos emotivo...
em seu redor.


Alexandre Silva
26 Junho 2019
Escrita 2019
233

Viagens em abraço

Há viagens e conversas
que começam com um abraço,
sem palavras.
Porque num abraço
estão todas as palavras que se digam.
Numa viagem.
Numa conversa.

Alexandre Silva
27 Junho 2019
Escrita 2019
242

Ter-te diferente de amar-te

Pequenas grandes diferenças no modo de ser
Para quem é justo. 
Para quem tem carácter. 
Para quem é...

Há pessoas que sabem e amam ter-te mas não te amam porque não sabem

Alexandre Silva
03 Julho 2019
Escrita 2019
219

Portas

Por vezes são as portas que me atraem para a escrita.
Portas são sempre visíveis,
de uma forma ou de outra.
Visíveis do lado fora.
Do lado de dentro...
Entrada.
Saída.
As portas podem estar fechadas impedindo as entradas.
E até as saídas...
Transformando as saídas.
Ou quem sai...
Ou serem abertas permitindo que os ventos e odores as penetrem.
Os ventos, os odores, as pessoas...
E as portas,
certas portas,
podem te calar antes de entrares.
Ou já lá dentro.

De qualquer modo, nesses casos, já não há diferença...


Alexandre Silva
6 Abril 2019
Escrita 2019
263

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