Lista de Poemas

Insônia e poesia

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Detive a ansiedade no velho coração

Tempo que de inquietação gritava

Mas ele nem ouviu a minha petição

Intenso o amor ainda o despertava

Lá fora olhando a noite enluarada

Como boêmio em noite taciturno

Silente ouvia algum cantar noturno

Na placidez da escuridão calada

Imaginando em tudo meu momento

O outono o cair das folhas ao vento

Era uma estação de um tempo findo

Vivi o amor em todos seus momentos

Relicários de amoções idas ao vento

Já sonolenta vejo madrugada vindo





























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Uma página final

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Detenho- me a imaginar a vida e suas mudanças,

Que seus minutos são fugazes e não perduram,

Quedo-me a analisar suas fases e quanto mudam,

Mas, nela prevalece o forte dominar da esperança.



De que valeria a unidade do tempo sem a glória,

Há no ser e as vaidades, ou sucesso que fenece,

O rumo das vidas segue rápido e ao que parece,

O relógio do acervo vida tem seu tempo e finda.



As dimensões da existência são horas em ousadia,

Somos aprendizes da vida aqui nesta alquimia,

Dos passados humanos as paginas de memórias.



Nos somos um exercito da temível guerra em litígio,

Uns tem glória, um conto, outros um servil destino,

E certo repousaremos nossa alma nalgum paraíso!



Será este conforto pra alma, um repouso eternal,

E será o resumo da historia humana e seu final.

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O mundo dos esquecidos

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O mundo dos esquecidos







Há de se fazer no humano a sua notória

Diante da ciência julga até Deus esquecido

Realidade que fustiga o ser desvanecido

A espreita de nós mesmos sermos julgados

E entre outros tempos em que ficou calado

Faça o homem mortal a sua história



Um Deus nos acuda no mundo em inglória

Debulha sua dor e riso entre as lembranças

Pra depois queixar-se das desesperanças

Sem ter idéia do futuro em sua incerteza

Nada pode mudar em toda esta nudeza

Fazendo o homem mortal a sua história!



Atrás da banda que passa em sua inocência

A vastidão da praça ela nem ver teu pranto

Pois para isto é presa em verossímil encanto

Que entra pela porta enfrente sai nos fundos

Que restará de ti ou que darás ao mundo

Fez o homem mortal a sua história!





Onde estão os que fazem sua vida em glória

Senão se aborrecem e fogem sem a vitória

Porque persistir diante dos corvos famintos

Se a carne é fraca e a tendência é um grito

A guerra já começa na fraqueza e conflito

Fará o homem mortal a sua história!



Deixa derrota ou conquista ou palmatória

Ainda geme as suas dores da mesma seresta

O apelo do vão riso que sua alma empresta

Sem jamais sentir esta paz que inda resta

No mundo do tempo que foi esquecido.

Feito o homem mortal a sua história!





O mundo dos esquecidos

















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EVA

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Eva

Perdida de amor fui cordel do tempo

A emoção ficou no além da esperança

Marcas vivas tatuadas em lembranças

Marcam todo tempo meus momentos

Fugidias recordações de meus amôres

No leito as noites quentes vivo sonhos

A mão perfuma o verso que componho

feito dos anos em sua nuance e côres

Repousa aqui coração que bate ao peito

Descansa taciturno e manso de tal geito

Maternal retiro e sossêgo sem rancores

Certo amanhã o encantará na paz no leito

E um novo sol brilhando o deixará refeito

Num pedaço da maça e outros sabores...

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Vento em ventania

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Vento vagante bricando fulias

Entre a saia da moça rebuliças

No cabelo da menina te ouriças

Trazendo o riso nessas alegrias



Vento tu levas festejo e dores

Que no tempo trazes os teus ais

Cordilheiras águas em vendavais

Ventania que uiva teus rumores



Cantas alegres e tristes amores

Deixa o ar levar todas as dores

Pra que possa se acalmar o rio



Põe a alma átrio desse mundo

Em átomos volateis e fecundos

Na terra as margens do teu brio



Vento traquino que ouçam o grito

Desde ventre da terra teu espirito



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O CARPINTEIRO

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A lucidez por instantes se vê claro

A ignomínia da existência humana

Supérflua luz que acabada a chama

Chama pra terra se pagando caro

 

Sem domínio próprio os sentimentos

Trocam neurôneos dentro do espaço

E um corpo vitreo é feito em bagaço

Se desfazendo a cada pensamento

 

Não foi calibrado ou feito reparo

Encontrou uma casa sem telhado

E nas estradas roeu-se em pedaços

 

O seu  portfólio se desfez inteiro

Sem solução restou ao Carpiteiro

Consertar a frágil alma do fracasso

 

“Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”

Mateus 13,55-56 ...:


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A CURA DA ALMA

Há lago indescritível e singelo,

quando adoramos ao nosso Deus,

uma força rara que nos mostra o belo

o reconhecimento de sermos filhos seus.



A graça é a provedora de sua presença,

na imaculada fé em plena conciência,

e quão gratificante é ter por certo,

este infinito amor de deus por perto.



É eterna alvorada que a mente atina

em nossa vida, há fé , a crença brota,

como uma doce balada vespertina



Em que nosso coração no peito em luz,

o qual a glória do pai nos conduz

ao amor maior, nosso senhor Jesus.





Tua natureza pede refinamento

tua vontade carece de quebrantamento,

se procurares tua essência, encontrarás

em Cristo um poder mais penetrante,

do que fostes capaz de experimentar antes.

salmos 119:1a 6

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Ato de contrição

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Perdoa-me Jesus em fé e sentimento

Sei dos pecados meus já cometidos

Cá dentro d'alma ouço meus gemidos

Pedindo perdão em arrependimento



Perdoai tudo da vida que maldisse

Rancor, mágua, raiva e infidelidade

A infeliz obra da carne tem maldade

Por causa da serpente sem credisse



Eu vos rogo pelo Sangue derramado

Minha incompreensão deste malfado

Me fêz a vítima desta algoz verdade



Tua palavra que resgata da desgraça

Ouve teu filho e lhe concede a graça

Em contrição meu coração abrasa



Pois sou filho pródigo ainda herdeiro

Arrependido estou voltando a casa



































































































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O cântaro

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Enchi o cântaro da alma sedenta

Pela sede em que me expus na vida

Entre sequela da vida embrutecida

Ao ermo numa busca lenta mergulhei



Os passos que dei e o que assisti

Mostrou-me do quanto tudo muda

Circo onde o ensaio se transmuda

Em cada tempo o ser servo e rei



E de repente assisti muitos enredos

Vi o quanto era inutil os meus medos

Assim a vida envelhecia e meditei...



Vi por fim fora a linha sem contexto

No livro da vida aprendi seus textos

Mostrando nesta vida o que agora sei.



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Meu ínvio desejo

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Meu ínvio desejo

Abandonei o velho sonho incolor

Percebi o castelo em ruina desfeito

Tentei inda guardar aqui no peito

As migalhas do que chamei amor

Um estigma que marca o coração

Um desfecho cruento do declinio

São mudanças da vida no arcifínio

Incauto seguir das nossas ilusões

Não deixei incauto os sentimentos

Preparei futurando meu momentos

Mudar o rumo em emersão ousada

E de todo liame pelo qual sobejo

Fecho meus olhos e ainda desejo

Sentir a emoção da paixão passada





































































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Comentários (3)

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joao_euzebio

TEUS POEMAS SÃO BELOS COMO O DIA QUE AMANHECE TRAZENDO O PERFUME DAS FLORES UM GRANDE ABRAÇO VOLTEI A POSTAR OS MEUS POEMAS AQUI VISITE ME

SINTO SAUDADE DE SEUS POEMAS POR ISSO VOLTEI PARA LER ELES E OLHA SÃO LINDOS É PURA POESIA PARABÉNS MINHA AMIGA UM BELA SEGUNDA FEIRA

seus poemas me levam a sonhar me levam a voar por ai feito um passaro de volta ao ninho são lindos poemas

Eu sou apenas uma mulher guerreira e escriba.Na alma a abastança de elevados desejos de paz, mas, sem muitas esperanças nos homens da terra.
Na matéria, um corpo talhado pelas lutas da sobrevivência, no coração, as loucuras da insatisfação eterna dos seres inconformados, jamais desejei voltar ao passado ou eternizar-me na terra,porém um desejo ainda tenho,viver um minuto de um amor do que escrevo e sinto.
Sou feliz,se ser feliz para mim é ter liberdade.Sou rica,porque tenho o ouro da terra para contemplar e viver ainda um segundo.Sou fanática
pelo dia que renasce em mim, a cada dia, Sou amante,porque de vêz em quando atropela-me as paixões desenfreadas dos que vivem a poesia.Enfim
meu sol esta se pondo, mas ainda resta os reflexos coloridos e matizados nos restos de céus aonde percorro sem algemas e com livre arbítrio.