Alves Rosa

Alves Rosa

Wagner Alves Nascimento da Rosa é autor de livros como Poemas Proibidos, Poemas Pornôs e A Paixão Humana. Também conhecido como Alves Rosa, é de Santa Maria da Boca do Monte, uma cidade do interior do Rio Grande do Sul.

n. 0000-00-00, Santa Maria

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Balada de Amor

Quando minha pele toca tua pele quente,

Sinto no meu corpo um tremer leve.

Sinto quase um desejo ardente

De um corpo que me parece breve.

Quando toco na tua boca sequiosa,

Sinto todos meus sentidos abertos

Rodando em uma lira amorosa

Com todos os prazeres libertos.

Quando toco tuas ancas ligeiras

Nada no mundo me parece dissabor

Teus cabelos cheirando a cerejeira

Deságua no meu mundo teu amor.

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Poemas

4

Poema Inglês

A morte vem a cavalo,

Cavaleiro dessas escuridões.

No tropel dessas paixões,

Cai a flor sem amparo

No bosque dessas ilusões.

Então o silêncio sepulcral

A quem todos ele derruba:

Pobre, rico ou maldizente

E felizmente todo o mal.

E não há sorte que mude

O derradeiro sopro da vida.

Chega então a espreitar!

Para morte não há despedida.

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Balada de Amor

Quando minha pele toca tua pele quente,

Sinto no meu corpo um tremer leve.

Sinto quase um desejo ardente

De um corpo que me parece breve.

Quando toco na tua boca sequiosa,

Sinto todos meus sentidos abertos

Rodando em uma lira amorosa

Com todos os prazeres libertos.

Quando toco tuas ancas ligeiras

Nada no mundo me parece dissabor

Teus cabelos cheirando a cerejeira

Deságua no meu mundo teu amor.

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Balada Erótica

nos negrumes da noite, vejo teu corpo

pálido e impávido como uma bruma

vaga visão que meus olhos contemplam

a tua nudez. Ó a tua brancura!

o amor nos envolve nessas carícias

e são nossos beijos, nossas delícias

e nosso desejo, o nosso palor

nessa noite incessante de amor.

e rompem estrelas alvas e nuas

e dançam perfumes em nossos lençóis

loira visão que meus olhos contemplam

a tua nudez. Ó a tua candura!

e são nossos gozos, o nosso prazer

e são nossas línguas, o nosso langor

e é a beleza, sim, a nos envolver

na noite incessante de amor.

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Canto da Caveira

Beba, ó poeta, nessa velha caveira

O vinho da vida, a luz da mente.

Beba, porque já te espera o coveiro

Em noites de sonhos tão dementes.

Ama, ó poeta, e bebe novamente:

A vida, o vinho, a mulher amada,

Que vos ama e sorri tão contente

Em noites de vertigens pranteadas.

E se um dia voltares a sofrer:

Do amor, da vida tão inconsequente,

Beba, ó poeta, nesta velha caveira

Beba! Porque já te espera o coveiro.

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