Apenas o Amor
Não sejam as tuas
Lágrimas
Que o teu
Não seja
O meu silêncio
Que a minha
Não seja
A tua dor
Enfim
Que nada
De um
Seja do
Outro
Apenas o Amor…
Desilusão
Hoje morri mas sem partir
Sinto uma dor no peito
Que nada m'a pode tirar
Desilusão é o nome dessa dor
Amei como ninguém
Talvez nem fosse amar
Mas adorar mais do que a ninguém
Mas hoje as tuas palavras
Feriram mais do que um cutelo
Que me me deixou depedaçada
"o tempo que perdi contigo"
Lágrimas rolaram dos meus olhos
O coração parou por momentos
E aqui estou eu sem saber o que fazer
Fugir? Nunca
Ficar ? Talvez
Amar ? Jamais ....
Antes de te conhecer
Já estavas dentro de mim
Já te amava sem saber
Mas bastou um momento
Um olhar, uma palavra
E todas as recordações
Acordaram em mim
Disse que te amava
Duvidaste porque o amor
Em ti estava adormecido
Há muito tempo
Pelo tempo que demorei para chegar
Vou olhar as estrelas
Até que uma te guie a mim
Até que o luar me ilumine
E o meu rosto seja aquele
Que sempre conheceste e amaste
Até que o nosso amor
Não tenha fim
Perdi-me nos teus olhos
Como quem se perde
A olhar o horizonte do mar
Ou o azul do céu
Amor é mesmo assim
Perder-se em quem se ama
Mesmo que seja horizonte
Ou céu
O infinito está ali
Sem ter começo
Sem ter fim
Só quero sentir a plenitude
De uma felicidade eterna
Seja horizonte ou céu
Onde o teu olhar possa ser
Pleno e sem fim ...
O meu coração ama-te
Desesperadamente
E deseperadamente quer
Ter-te junto a mim
Que fazer?
Partir?
Ficar?
Tantas perguntas
E sem uma resposta
Se quero partir
Não consigo esquecer-te
Se quero ficar
Não posso ter-te
Ajuda-me amor
Diz-me o que fazer
Porque se não posso
Viver sem ti
E contigo também não
Que desespero o meu
Sempre sonhei contigo
Sem saber onde estavas
Porque partes agora
Agora que te encontrei
Dentro de mim ...
Procuro-te naquelas brumas
Onde te perdi
Procuro chamando o teu nome
Não fujas não te afastes de mim
O amor é eterno
E para sempre te procurarei
Um pouco de sonho
Um novo acordar
E nas bruma onde
Fiquei adormecida
Nascerei
De novo te procuro
Basta um pouco, muito pouco
E num sopro de amor
Saberás quem sou
Para de novo voltares
Num amor sem fim
Amor, amor
Sussurro o teu nome
Nas noites mais frias
Nos dias de brumas
Sussurro e o vento
Leva-o
Para aquele lugar distante
Onde o mar e o vento
Apenas me dizem
Não sei onde está
Não sei do seu coração
Pede ao teu que o chame
Pede que lhe fale
A tua voz fraca
Morre na garganta
Daqueles que chamam
Morre nos braços
Dos que não alcançam
Mas renascerá no coração
Daquele que amas
Muito belo .... poetisa Ana Rafael - este poema do outro lado do espelho - e confessas o teu outro lado de ti... pois este amor é terno ... e sempre estarás neste espelho - de muito amor a sangrar. belo...belíssimo . deves continuar teus poemas mais íntimos de tua alma a canta-los em versos. em além mar .
É urgente ler poesia. Porque quando um homem sonha a obra nasce.